2/Jul/2009

As tempestades passam...
... mas a bonança não se avista.

1/Jul/2009

DORMIR...


PRECISA-SE!!!!


28/Jun/2009

Surrealismo

Não bastava a minha vida ter caído numa espécie de espiral de acontecimentos surrealistas, ontem deu-se o culminar do surrealismo na minha pobre existência.
Estava eu na sala de espera do dentista, ao lado de uma janela gigantesca que dá para a estrada, quando começo a ouvir um galope desenfreado. Olho para a rua e vejo dois cavalos brancos gigantescos a passar. Ali, mesmo ao meu lado, dois cavalos brancos, lindos, sozinhos, perdidos e, certamente, em pânico. Senti-me num filme de Luis Buñuel, tal e qual.

15/Jun/2009

As férias acabam...

... e o sol dá o ar da sua graça. Raios partam !
Mas não faz mal, para o mês que vem há mais. :)
Das aventuras e desventuras destas férias, destacam-se as horas em que glorifiquei a loura em mim. Mais uma vez, uma falha grave de comunicação entre mim e esse mundo estranho das cabeleireiras. Não sei como é possível, facto é que entrei para fazer madeixas roxas e saí loura.
Como descrever a sensação, a quem preza os seus cabelos cor de ébano?
Bem... atacou-me uma dor de cabeça desgraçada. Não consegui perceber donde vinha, por momentos pensei que fosse consequência das agressões à minha bela "tête". Só mais tarde percebi que só podia ser uma coisa: OS MEUS poucos, mas trababalhores, NEURÓNIOS estavam A SUICIDAR-SE! Daí a dor de cabeça. Óbvio!
Então, corri ao continente mais próximo, estupefacta com o novo estacionamento e corredores "underground", e apesar da baixas no meu cérebro, ainda consegui elaborar uma teoria de que é aquilo que o futuro nos reserva. Uma vida passada em túneis obscuros, com cheiro a tinta e metal e luz artificial. Acordem! "Stop global warming"!
Ora, voltando à história, comprei uma tinta daquelas quase instantâneas, tipo "super tosta em pó", vermelhinha. Vim para casa, pintei o cabelo e a dor de cabeça passou.
Passado alguns dias, percebo que a solução foi apenas temporária, aquelas manchas louras estão a ficar alaranjadas, o que significa que a dor de cabeça está a voltar...
Porquê eu??

4/Jun/2009

Já lá vão 12 anos...

... e é sempre tão bom recordar...


Hoje e sempre

Hoje, quero falar de amor
De amor possível e impossível
Amor que não se cala
Não se esconde, não se guarda
Amor que se dá com coragem
Sem medos
Amor que transpõe barreiras
Que grita bem alto
para se fazer ouvir
Hoje, quero ouvir
palavras encantadas
Que me caramelizem os sentidos
Palavras genuínas e sinceras
Palavras silenciosas e doces
Palavras de mel
Palavras apaixonadas
Palavras de amor
Palavras do momento
Eternas no meu coração
by Eu Lamechas

2/Jun/2009

Rock on!

Um raio de felicidade atingiu-me quando, esta manhã, li a notícia, de um colega da blogoesfera, de que os Pearl Jam vão lançar um novo álbum, o Backspacer. Citando outra colega da blogoesfera: "Oh alegria, oh felicidade, oh delírio!"
Podem ver o vídeo da actuação deles no Tonight Show aqui, por algum motivo estúpido, que me supera, não o consegui "postar" aqui.

1/Jun/2009

O tema deste fim-de-semana foi o cervejão

E neste neste belo cantinho de Portugal, bebe-se o melhor cervejão do país.

Quem vem e atravessa o rio
Junto à Fonte Luminosa
Vê a Sé com ar sombrio
Imponente e tão formosa

Quem te vê tão encantada
Imagina D. Dinis
Passear no jardim esplanada
A comer brisas do lis

Por ruelas e calçadas
As belezas que há em ti
Essas noites bem passadas
No Adro ou no Álibi

E esses teus bares no Terreiro
Beber em ruas antigas
Cervejão o dia inteiro
Lá no Pátio das Cantigas

E ver-te assim iluminada
Por um passado tão belo
Tua história bem guardada
Nas muralhas do castelo

E é sempre a primeira vez
A cantar-te sem igual
Ó Leiria quem te fez
Princesa de Portugal
Leira sentida (Tum' Acanémica)
original: Porto sentido (Rui Veloso)

29/Mai/2009

Ora toma lá embrulha!

O Conselho Regulador da ERC deliberou "reprovar a actuação da TVI nas situações objecto de análise na presente deliberação, por desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística". Em causa estão sete peças de três edições do Jornal Nacional de sexta da TVI, que foram analisadas pelos serviços técnicos da ERC depois de terem sido apresentadas 13 queixas na ERC sobre essas edições do serviço noticioso. Todas as queixas têm como elemento comum o facto de acusarem a TVI de violar deveres ético-legais do jornalismo, designadamente de falta de rigor e de isenção, em peças jornalísticas que apresentam o Primeiro-Ministro ou outras pessoas ligadas ao Governo e ao PS como protagonistas.
Na deliberação, o Conselho Regulador considerou "verificada, à luz da análise efectuada, a possibilidade de a TVI ter posto em causa o respeito pela presunção de inocência dos visados nas notícias (tal como resulta do artigo 14.º, n.º 2, alínea c) do Estatuto do Jornalista)". Afirma ainda o Conselho que a TVI se afastou de alguns princípios expostos no seu Estatuto Editorial, a cujo cumprimento se encontra vinculada, e onde se compromete "a observar, nomeadamente, nos seus programas de Informação, regras estritas de honestidade, de isenção, de imparcialidade, de pluralismo, de objectividade e de rigor".
Assim, o Conselho Regulador da ERC decidiu "instar a TVI a cumprir de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção jornalísticas, aqui se incluindo, nomeadamente, o dever de demarcar "claramente os factos da opinião" (artigo 14.º, n.º 1, alínea a) do Estatuto do Jornalista)".
O Conselho Regulador não deixa de "reafirmar, sem prejuízo do antes exposto, o papel desempenhado pelos órgãos de informação nas sociedades democráticas e abertas como instâncias de escrutínio dos vários poderes, designadamente políticos, sociais e económicos".

Não digo que não seja de louvar a coragem da TVI, em denunciar as mais variadas situações de corrupção e afins que assolam o nosso país.
É de lastimar, no entanto, que sejam usadas como apelativo ao folclore, em que aquele jornal se tornou. É deplorável a forma como uma jornalista se acha na posição, toda divina, acima da lei, de tudo e de todos, e acusa e persegue os que põem em causa os seus princípios pessoais. Em vez de informar o povo português, emite juízos de valor. A isto, meus amigos, eu chamo e sempre chamarei propaganda, a bela "desinformação".
O único resultado desta exploração de notícias que, às vezes, mais parecem forjadas e encenadas de forma a encurralar determinada personalidade, é a desacreditação dos mesmos casos, perante o público, originando atitudes inversas ao pressuposto objectivo.
Em vez de se procurar justiça, tem-se criado uma onda de solidariedade em torno dos visados das ditas "info-acusações-noticiosas".
Nesta era da informação, seria de começar a pensar, seriamente, na manipulação das notícias e nas suas consequências.

26/Mai/2009

Agradecimento público

Dou como terminado este jejum "blogueiro" com um agradecimento especial ao presidente da autarquia da Marinha Grande, Alberto Cascalho, pela aquisição de 1000 bilhetes para uma Corrida de Touros, que decorreu no passado mês, no campo de futebol Sport Lisboa e Marinha, pela módica quantia de 30€ cada.
Isto revela, de facto, a sua preocupação em manter a política de contenção, iniciada pelo anterior presidente João Barros, que renunciou ao cargo.
É sempre bom saber que os funcionários de determinadas instituições culturais da Marinha Grande têm de levar papel higiénico de casa, para as casas de banho das ditas instituições, enquanto o nosso sapiente presidente desperdiça o bom dinheiro dos contribuintes, em espectáculos, que envergonham qualquer português, que se preze ao mínimo de decência e respeito por seres vivos.
Não seria de esperar que, nesta terra, alguém se manifestasse, num acto de inteligência, como aconteceu noutras autarquias, proibindo tais espectáculos, mas seria de esperar, uma atitude mais reflectida e, pelo menos, uma tomada de posição mais neutra, no que diz respeito a um assunto tão sensível.
Como disse a alguém, recentemente, é pena que a maturidade não se venda em pacotes, neste caso, terei de dizer o mesmo sobre a inteligência.

19/Mai/2009

Need a break


14/Mai/2009

Diferenças e respeito mútuo

O eu e o outro. A necessidade constante da aceitação leva o indivíduo a ceder aqui, ali, acolá, para agradar ao outro. O indivíduo sofre alterações temporais e circunstanciais, contudo tende a manter a sua especificidade.

Ontem, mais uma vez, fiquei contente quando pensei que apesar da nossa diferença de carácter, ideias e atitudes, temos sabido mimar a nossa relação e que por isso esta se tem afirmado no tempo. O nosso segredo está no RESPEITO MÚTUO. Mesmo não concordando, esforçamo-nos por nos compreender , aceitando as diferenças. Aprendemos uma com a outra na nossa argumentação e contra-argumentação e crescemos como seres humanos.

É com orgulho que digo que espantamos os demais com a nossa sólida amizade de tão diferentes que somos - exemplo feliz do que é aceitar o outro como ele é.

Qualquer que seja o teor da relação, há que aceitar o outro à medida do seu ser; perceber que há quem tenha um tempo, um modo, traços de personalidade, conhecimentos, experiências, valores diferentes dos nossos. Não é melhor nem pior que nós, apenas diferente.

Obrigada, Lezinha.

12/Mai/2009

Fruta da época

Michael com chantilly, todos os dias.

11/Mai/2009

Fantasminha brincalhão...

Politiquices à parte, como podemos votar em alguém, para o parlamento europeu, que parece o avô cantigas ?
Bem, talvez seja só impressão minha, mas cá para mim, este senhor de jardineiras passava bem por sósia do dito avôzinho.

Ode à chuva

Com tanta gente a rogar pragas à chuva, a desesperar para que vá embora, a ansiar pelos dias quentes e poeirentos, eu decidi fazer a minha homenagem à chuva.
Sempre gostei de chuva. Gosto do som da chuva, gosto dos cheiros que evoca, gosto da cor do céu quando chove. Não há coisa melhor do que estar aconchegada no colo de alguém, quentinha, enrolada em cobertores, à lareira, a beber de uma chávena fumegante, e a ouvir, lá fora, o seu canto - pingo aqui, pingo ali, pingo, pingo, pingo.
Nada melhor que um banho de chuva. Sentir o seu toque, purifica a alma. Limpa os desgostos, mistura-se com as lágrimas. Tudo limpa, tudo lava. Prepara o novo ser, renascido (consciente do pleonasmo), qual fénix erguida das próprias cinzas, para enfrentar as adversidades da vida. Um banho de chuva destila o pensamento e os sentimentos. Mundifica o nosso ser.

Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme.Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...

Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...
in Cancioneiro, Fernando Pessoa
Agora, vou ali apanhar uma pneumonia. Volto já!