29/04/2009

Era bom, mas acabou-se...

Há uns anos, a bela e intempestiva Juliette Lewis decidiu, e muito bem, que a carreira de actriz não lhe enchia as medidas. Então, uniu a sua voz e personalidade únicas a um projecto com os The Licks. Escusado será dizer que gostei bastante do resultado. Tem uma sonoridade de "good old rock". A energia da Juliette é simplesmente electrizante, para além de que uma banda de rock com uma gaja "potentaça" à frente, é sempre um belo "atout".



Acontece que tudo o que é bom acaba e esta união de lambidelas chegou ao fim. Artísta que é artísta tem crises de identidade. Após alguns membros dos Lick terem decidido dar largas ao seu talento a solo, foi, agora, a vez de Juliette partir para outro projecto.



Está para sair o primeiro trabalho de Juliette and The New Romantiques. Podemos já ouvir os primeiros trabalhos no seu myspace. Pelo que ouvi, é bem diferente do trabalho com os Licks, e tenho esperança que guardem o melhor para o fim. Seja como for, tenho a certeza que este tornado em pessoa arranjará maneira de surpreender os fãs. Ah! Este albúm, Terra Icognita, tem a colaboração de Omar Rodriguez-Lopez dos Mars Volta's. Para os mais curiosos, espreitem aqui e aqui.

25/04/2009

A mudança urge

Imagem roubada ao Kaos. Desculpem, mas não resisti.

Porque é que sempre que celebro o 25 de Abril, me sinto, cada vez menos, livre ?

23/04/2009

Dia mundial do Livro

“Ler é beber e comer. O espírito que não lê, emagrece como um corpo que não come.”
Victor Hugo

22/04/2009

SAL 2009

É já amanhã que começa. Umas boas centenas de jovens farão amigos para o resto da vida. Farão asneiras que no dia seguinte sentirão no corpo. Voltarão a fazer asneiras. Outra vez e outra vez. Pularão a som de algo que não conseguem bem identificar. Será o som daquele homem que canta, estupefacto, a olhar para a sua alegria desmedida? Ou serão as suas próprias vozes que se sobrepõem a tudo o que os rodeia?
Não é pela qualidade (decrescente) que divulgo este cartaz, mas pela saudade (crescente) desse tempo de loucura e felicidade. Não significa que não continue louca e feliz, isso serei toda a vida, mas aqueles momentos passados com as minhas amigas e amigos são eternos. São pulos e gargalhadas perdidos no vento, mas que o tempo nunca levará.
"Leiria é nossa até morrer."

"Tesourinhos" III

"Mais vale um pombo na mão, que um pavão a voar!"

É... Era quase, quase isso.

Mais uma vez, o anjo salvador negro

Primeiro golpe: Acordos com a China, relegando as violações dos direitos humanos para segundo plano.
Segundo golpe: Pediu 83.4 milhões de dólares ao Congresso para financiar as guerras no Iraque e no Afeganistão, em 2009.
Terceiro golpe: Os agentes da CIA, que recorreram à tortura, não vão ser processados.
Way to go!

Liberdade da não-expressão

A censura é bem real, minha gente. Reina a corrupção. A justiça é uma miragem, só os ricos podem fazer justiça, e como os ricos que têm necessidade deste tipo de justiça, são na sua grande maioria corruptos, quase arrisco a dizer que vivemos num faroeste à la portuguesa, sem rei, nem lei!
Ninguém nos impede de falar ou de escrever, mas as repercussões são quase inevitáveis. Vamos ceder ao medo? Vamos calar? Vamos permitir que a justiça castigue os que têm a coragem de denunciar?

15/04/2009

"Tesourinhos" II

"Como o peixe, mas não me engasgo com a espinha."

"A minha palavra é tão segura quanto o leite de mãe."

13/04/2009

"Tesourinhos" I

Belas expressões com que me deparo, no meu trabalho:

"Dando nó em pingo d’água, subindo em bananeira com tamancos, dando beliscão em fumaça!"

"Filho de cruz credo!"

12/04/2009

História do avesso (continuação)

- E o que te traz ao caos do mundo exterior?
- Vou a uma entrevista. Estás a ver este envelope? É a minha carta de demissão. Quero entregá-la em mãos, sempre me disseram que era bom entregar estas coisas pessoalmente. Estou muito ansiosa, este emprego parece-me perfeitamente inútil. É uma actividade na qual não quero mesmo participar.
A Ana continuou, bebericando o seu café, lamentando as desvirtudes do seu ser e as devantagens do seu possível novo e indesejado trabalho, ao barman musculado de olhos verdes, que não ouvia uma única palavra do que dizia.

História do Avesso

Certo dia, Ana, conhecida por Ana, por a sua capicua não lhe dar hipótese de ser outra, correu para a rua. Aperaltou-se toda, vestindo a saia no tronco e a camisola nas pernas. Calçou botas nas mãos e luvas nos pés. Fechou o portão da garagem, entrou no carro, abriu as portas, mas teve o cuidado de fechar os vidros - não fosse apanhar alguma constipação, pobrezinha - e fez marcha-atrás até ao café do bairro.

Assim que entrou no café, disseram-lhe:
- Adeus. Há muito tempo que te vejo.
- Olá. Tenho estado dentro de casa estes dias.

Love talk

Micha: Dói-me a barriga...
Me: Então?
Micha: Não sei o que se passa, foi de repente.
Me: Devem ser gases, agacha-te com o rabo para cima, pode ser que melhore.
(...)
Me: Então?
Micha: Ainda dói.
Me: Então, vira-te de barriga para cima e massaja a zona que te dói, com movimentos circulares.
Micha: Não, vou ficar assim mais um pouco.
Me: Não me digas que vais dormir assim?!
Micha: Não, acho que me vou peidar.
Me: O amor é lindo!
Micha: Porquê?
Me: O amor é isto, partilhar quando nos vamos cagar.

09/04/2009

07/04/2009

As eternas dúvidas

Por que ou Porque ?
Uns dizem que Por que é seguido de um nome, tendo o sentido de por qual, ou por onde: Por que caminho foram para Santiago?

Porque, enquanto advérbio interrogativo de causa, é seguido de um verbo, como em Porque voltaste?

(in Bom Português, 2009)

Já outros dizem que Por que é apenas utilizado em perguntas e pode ser substituído por qual razão.

(in Vozes que se vêem, 2007)

Ainda, há outros que dizem que Por que usa-se quando houver a junção da preposição “por” com o pronome interrogativo “que” ou com o pronome relativo "que". Para facilitar, poderemos substituí-lo por «por qual razão», «pelo qual», «pela qual», «pelos quais», «pelas quais», «por qual».
Ex.
Por que não me disse a verdade? (= por qual razão)
Gostaria de saber por que não me disse a verdade. (= por qual razão)
As causas por que discuti com ele são particulares. (= pelas quais)
Esta é a causa por que luto. (= pela qual)

Porque (adv. interr.)
Tem valor semântico causativo ou final em frases interrogativas directas, sendo parafraseável por «por que motivo», «por que razão», «com que fim», «com que intenção».
Ex.
Porque saíste sem avisar?
Porque mentiste?

Tem valor semântico causativo ou final em frases interrogativas indirectas, depois de verbos declarativos, sendo parafraseável por «por que motivo», «por que razão», «com que fim», «com que intenção».
Ex.
Não explicou porque tinha de fazer de novo o trabalho.
Não sei porque estás tão preocupada.
Perguntei-lhe porque tinha escolhido aquele curso.

Outros dizem que em orações interrogativas (directas e indirectas) introduzidas pelo pronome interrogativo porque: Porque esperas? Perguntei porque esperas. Como no caso de outros pronomes interrogativos, a função de porque é questionar, neste caso a causa, sendo substituível por qual o motivo de/para, qual a causa de/para, qual a razão de/para. Assim, a pergunta Porque esperas? é parafraseável por Qual o motivo de estares à espera?. A resposta a esta interrogativa directa deve explicitar uma causa, sendo habitualmente introduzida pela conjunção causal: - Espero porque o médico ainda não me chamou.

Orações interrogativas (directas e indirectas) que correspondem a um argumento introduzido pela preposição por seguida do pronome/determinante interrogativo que: Por que esperas? Por que peças trocaste os copos que recebeste no Natal? Perguntei por que esperas. Não sei por que peças trocaste os copos que recebeste no Natal. A sequência por que não tem aqui qualquer valor de causa. Efectivamente, na pergunta Por que esperas?, a preposição por pertence à regência do verbo esperar (ex.: tu esperas por alguma coisa) e o pronome interrogativo que corresponde ao argumento nominal do verbo esperar (ex.: tu esperas por alguma coisa). Assim, a pergunta Por que esperas? é parafraseável por Por que coisa esperas?.

Orações interrogativas (directas e indirectas) introduzidas pela preposição por seguida do determinante interrogativo que com nomes expressos como motivo, causa, razão: Por que motivo chegaram tarde? Indaguei por que motivo chegaram tarde. Nestes casos, a sequência por que tem valor causal pois, a preposição por não pertence à regência do verbo (ou de outra classe gramatical). As respostas à interrogativa directa Por que motivo chegaram tarde? devem explicitar uma causa, sendo habitualmente introduzidas pela conjunção causal: - Porque adormeceram.

E ainda há outros que dizem:
Três regras essenciais que talvez contribuam para um melhor esclarecimento:
1. Utiliza-se porque em geral nas frases interrogativas e, portanto, na expressão «porque é que».
2. Utiliza-se por que (preposição por e interrogativo ou relativo que) quando pode ser substituído por «por qual», «por quais», «pelo qual», «pela qual», «pelos quais», «pelas quais», ou seja, normalmente quando está presente na frase o substantivo a que o que se refere.
Exemplos de 1 (advérbio interrogativo), tirados de obras de alguns escritores:
1.1. Almeida Garrett (Viagens na Minha Terra, edição didáctica, Porto, Porto Editora, 1977)a. Cap. XV, pág. 105
«– Como e porque deixava ele o mundo?»
b. Cap. XXIII, pág. 152
«- Joaninha, Joaninha, porque tens tu os olhos verdes?...»
1.2. Eça de Queirós (Os Maias, ed. Livros do Brasil)
a. pág. 196
«– Diz-me outra coisa. Porque não tens tu voltado aos Gouvarinhos?»
b. pág. 458
«Porque não havemos de partir já para a Itália? – perguntou ela de repente, procurando a mão de Carlos. – Se tem de ser, porque não há-de ser já?...»
c. pág. 462«– Porque vieste tão tarde?»
1.3. Bernardo Santareno, O Judeu, 11.ª ed. Lisboa, Edições Ática, 1990
a. pág. 102
«Porque teima o Inquisidor, pertinaz e aborrido, em contratar para esta vergonhosa hora a cerimónia do auto-de-fé? (…) E porque se arrenega ele, contra a evidência da mais agachada razão?!...»
b. pág. 121
«– Porque… porque somos tão desgraçados?!...»
Exemplos de 2 (preposição por + que interrogativo ou relativo):
2.1. Por que motivo terá ela feito aquilo? (= por qual motivo)
2.2. Não sei por que motivo ele não veio.
2.3. Por que cargas de água tomou ele aquela decisão?
2.4. Por que mulher foste capaz de fazer tal loucura? (= por qual)
2.5. Ele sabe por que caminho deverá enviar os seus homens.
2.6. Tarda a decisão por que anseio. (= pela qual)
2.7. São muitas as provações por que temos de passar. (= pelas quais)
2.8. Ele desconhece a causa por que lutamos. (= pelos quais)
Volto já, vou até ali atirar-me de um poço...

Um lobo em pele de ovelha?


Espero que seja apenas a minha mania da conspiração, mas parece que este lobo começa a dar os primeiros passos. Quando se vende tudo aquilo em que se acredita, quando se fecham os olhos às infrações dos direitos humanos, por um capitalismo pervertido e decrépito, então, há alguma coisa, nessas prioridades, que não está certa. Ainda vamos ver a verdadeira face do maior embuste de todos os tempos.

02/04/2009

01/04/2009

A notícia do dia!!

Perante os recentes acontecimentos, o primeiro ministro José Sócrates pediu, hoje, pela manhã, a demissão do seu cargo.

Naaaaaaaaaaa

Happy April fool's day!