27/08/2009
Tenho uma vizinha que é uma cabra!
É mesmo uma cabra linda, branca, sem corninhos, bastante "faladora", mas, ao mesmo tempo, tímida ao contacto.
Esta minha mudança está a revelar-se uma verdadeira aventura. Só espero não me arrepender de ter cedido à minha paixão pelos ambientes rurais. É que ir passar férias a um sítio desses é bem diferente de morar lá.
Acho piada aos animais dos vizinhos, se bem que, parva como só eu sei ser, vou afeiçoar-me aos bichos que têm por destino a ceia de Natal e depois vou chorar, como é habitual. Por que razão esta gente não se fica pelo peru, ou até mesmo pelas couves? Enfim... O mundo não é perfeito. (Se bem que o mundo perfeito dispensava perfeitamente galinhas e perus que tanto gostam de me atacar!)
Continuando, até achei piada à minha mini tentativa de agricultora, a recolher a imensa palha seca, após a devastação do matagal que se encontrava no sítio do futuro jardim.
Mas há coisas que são realmente insuportáveis. Os bichinhos são queridos, mas nunca se calam! As moscas são inevitáveis! Há imensos bichos nojentos voadores que nem sequer consigo identificar! A colmeia de vespas no meu beiral... Aaaarrrggg! A colmeia... Os gafanhotos de todas as cores (Gregório!!!)! Mas o pior... O pior, meus amigos, são mesmo os nativos. A vizinhança rural intrometida e coscuvilheira, verdadeiramente insuportável para uma individualista como eu. Decidi optar pela estratégia de evitar grandes comunicações. Talvez pensem que sou estrangeira e me deixem em paz. É que não há paciência para responder a interrogatórios sobre a minha vida pessoal, ou se quer reacção possível a premonições alcoolizadas do género: "Esta casa tem má sina!" Ui que medo!... Gente parva!
E com isto é mais que óbvio que apesar do stress em que vivo, não deixarei o meu pequeno "baby blog" ao abandono, coitadinho. Aquele desabafo foi resultado do mau humor. Agora... trabalho!
Ah! Já só falta um mês e 27 dias para eu usar o vestido mais caro de sempre! Realmente, só mesmo o meu Micha para me convencer a fazer estas coisas ridículas...
Até breve!
25/08/2009
Sex Gap
Foi com um sorriso que interpretei os inúmeros sinais que ela lhe lançou, os silêncios incómodos, as perguntas indirectas, a retirada amuada e o bater de porta sarcástico.
Foi com o mesmo sorriso que me apercebi que, de facto, compreender as mulheres está bem longe do alcance dos homens.
As mulheres são mais felinas. Nunca vão directas ao assunto, rodeiam um assunto, ronronam algo parecido com o seu objectivo e quando a frustração as atinge desferem golpes certeiros com as suas garras.
Os homens são completamente caninos. Têm gostos simples, são directos (muito mais do que gostaríamos) e é extremamente fácil satisfazê-los.
Felizmente, gozo de uma excelente comunicação na minha relação, em parte, porque soube reeducar-me nesse sentido. É surpreendente, quando estamos a ter uma conversa e ambos chegamos à mesma conclusão. Só que para lá chegarmos, o pensamento dele segue uma linha simples e recta, enquanto o meu andou às voltas, até criar um intrincado labirinto de inúmeras possibilidades, até enfim encontrar a brilhante saída. Felizmente, ele também se conseguiu adaptar ao meu pensamento e não me acha inteiramente louca.
Este é mais um argumento para a minha teoria de que Deus só pode ser uma mulher. Afinal de contas, para além de criar vida, também Ele (ou Ela) escreve por linhas tortas.
Já li algures que o cérebro do homem só está dividido em duas partes, enquanto o da mulher está dividido em quatro, e que de alguma forma isso não está relacionado com tarefas domésticas... Talvez seja por isso que ao fazermos uma afirmação, ouvimos quase em uníssono todas as questões inerentes àquela afirmação, os prós e os contras, ao mesmo tempo que pensamos no que vamos vestir à noite, na decoração da nova casa, na ida com os cães ao veterinário, etc.
Realmente, não deve ser fácil compreender o nosso raciocínio em espiral, enfim, a essência do nosso ser. Verdade seja dita, poderíamos tentar simplificar a nossa comunicação, tendo em conta que se trata, obviamente, de um ser mais básico (eheheh, tinha de ser!), mas vá lá... Façam um esforçozinho, não custa muito ver além dos óculos de Alcanena que trazem sempre convosco! Eu cá vou fazendo o melhor que posso, mas ser mulher é simplesmente irresistível!
12/08/2009
Que se lixe o trabalho, este tem mesmo de ser!
THEIR upcoming album points to a sunnier tomorrow, but this was vintage Pearl Jam last night: passion, pain, and a thoroughly polished set, packed with fan favourites.And this was all about the fans; a gig for fan club members ahead of a mini European tour and the new LP, Backspacer, out next month.
There has always been something visceral about the bond between Pearl Jam and their fans, borne of lyrics that actually mean something, blistering live sets, and the intensity of Eddie Vedder, the charismatic and, at times, troubled, front man.
And that energy was in full effect last night as, over 26 songs and two hours 20 minutes, the Seattle five-piece rattled out stone-cold classics (Alive, Corduroy, Yellow Ledbetter), covers (Ronnie Wood joining them on stage for All Along the Watchtower), and three from Backspacer.
The End is heartbreaking stuff ("I just want to hold on and know I’m worth your love, and I don’t think there’s such a thing") but Got Some and the pop-tastic The Fixer, in particular, suggest a more optimistic outlook. After nine studio albums and 18 years as a band, that can be no bad thing.


Setlist
Sometimes
Corduroy
The Fixer
Dissident
Severed Hand
Given To Fly
Low Light
Even Flow
Present Tense
Save You
Down
Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
Do The Evolution
Got Some
Encore:
The End
Inside Job
Save It For Later (The Beat cover)
Alive Play
Encore 2:
Soldier of Love (Arthur Alexander cover)
State Of Love And Trust
The Real Me (The Who cover) (with Simon Townshend)
Yellow Ledbetter
05/08/2009
Vim só dar o ar da minha graça
À parte das minhas leituras adolescentes, em detrimento de horas de sono que seriam bem vindas, e da sensibilidade de noiva que desconhecia até então, nada se passa.
Estranho, estranho é dizer que nada se passa, quando na verdade se passa tudo e a uma velocidade tão feroz que assusta.
Não é propriamente como ler um livro, numa parte mais chata, em que as palavras se começam a desmontar, sobrepondo-se até formarem imagens, e eu dou por mim num mundo bem longe do meu e daquele sobre o qual estava a ler. Os meus famosos transes...
A vida não é bem assim, quando acordo do transe, não posso simplesmente voltar umas páginas atrás, para voltar a entrar no ritmo da história. Aliás, qual acordar, qual quê?! A vida, nos últimos tempos, parece ser um grande transe. Tomo decisões na incerteza. A dormência é de tal maneira desesperante que só apetece gritar. Quando o sono teima em não vir, tenho vislumbres do que ando a fazer, ou se calhar são apenas pesadelos.
Não queria voltar atrás no tempo. Apenas queria vivê-lo em "slow motion". Olho em volta e vejo que está tudo diferente, que tudo envelheceu.. Não apenas a imagem que vejo diante do espelho, mas tudo o que me rodeia. E é um pouco assustador, um pouco sufocante, quando há tanta coisa para fazer, quando tanta coisa acontece ao mesmo tempo, quando o tempo escasseia, quando me sinto incapaz de controlar o meu próprio destino.
Por isso, este blogue será mesmo votado ao silêncio, da minha parte. Existe uma vida lá fora, além computador e internet, que ando a perder. Até breve.