Uns piropos arrancam sorrisos, outros são de tal modo ofensivos, que apenas podem ser proferidos a uma distância segura, mas os piores de todos são os silenciosos, uma pessoa percebe a malícia, mas não consegue delimitar a extensão da ordinarice.
Bem sei que somos umas ingratas, diriam as habitantes dos países nórdicos, que deliram com a verborreia do macho latino, ou os seus aspirantes, mas eu passo muito bem sem eles, obrigada.
Só gostava de perceber o que lhes acontece naquele momento. Parece que deixam de ver o que existe à sua volta, fixados em nós, param (mesmo que seja no meio da estrada), expressam a sua volúpia, quais trogloditas aos roncos e às pancadas no peito e depois seguem a sua vida, em direcção a um sentido proibido, ou à traseira doutro carro, de tão aturdidos com o vislumbramento.
A sério que não percebo.


2 comentários:
sem querer ofender ninguém, vou deixar aqui 3 piropos que ouvi (pois como tenho cabelo comprido, ao longe sou tomado muitas vezes, por mulher, por essa raça que habita os andaimes portuguêses):
3º- "prepara o bacalhau que eu dou-te as natas"
2º- "tens uns olhos que te comia a cona toda"!
1º "mandava-te uma puta duma chouriçada nessa regueifa que até assobiavas três vezes!"
enfim...
novos posts em
http://forcanamaionese.blogspot.com
p.s.- a verificação de palavras para postar o comentário é pennis, não estou a brincar, é mesmo!
Por acaso, tb tenho um colega que sofre o mm destino.
Se alguma vez, alguém me dissesse uma coisa tão horrorosa, certamente que a sua integridade física não ficaria intacta.
Felizmente, essa raça é mais educada por estas bandas. A pior coisa que alguma vez me disseram foi "já não gritavas pela mãezinha", era uma jovem inocente de 16 anos, portanto isto chocou-me bastante.
Enviar um comentário