Há coisas muito mais importantes para falar, eu sei, mas apetece-me falar sobre isto. Muito possivelmente porque os meus sonhos foram invadidos por um incubus esta noite, mas também porque não se fala muito disto.
À semelhança do ano anterior, houve um festival erótico medieval, em Vila Nova de Gaia. Não fui, nem num ano, nem no outro. Porquê? Porque à semelhança da feira erótica que se realiza anualmente em Lisboa, foi organizado maioritariamente (senão totalmente) por homens.
Talvez a culpa não seja dos homens, talvez seja fruto da sua educação, talvez seja o reflexo daquilo que lhes é incutido, enquanto membros de uma sociedade machista, embora tanta coisa tenha mudado. Mas se queremos organizar um evento que rompa com crendices e valores ultrapassados, então seria bom não cair nessa armadilha de estereótipo/preconceito.
Nestas feiras, não existe qualquer erotismo (grandemente confundido por pornografia rasca) dirigido às mulheres. Pelo papel que as mulheres assumem, torna-se claro que, para os seus organizadores e grande parte dos que as visitam, o papel da mulher na sociedade e nas relações não mudou assim tanto. A mulher continua a ser uma boneca passiva, pronta a ser subjugada pelo grande macho.
Se existiu, de facto, alguma tentativa para agradar ao público feminino, esta falhou redondamente! Meus amigos, continuam a não fazer a menor ideia do que as mulheres gostam!
Qualquer mulher que se tenha deslocado ali, teve de se deparar com profissionais femininas de fraca qualidade e com homens (ou acumuladores de esteróides?) oleados e com fatos ridiculamente gays (sem ofensa).
Um dia destes, organizo uma feira erótica para mulheres, onde os homens só poderão entrar acompanhados, onde a masturbação pública masculina será interdita, e onde a mulher terá o poder que merece. Não, não estou a falar de dominadoras, mas de um mundo perfeito.
1 comentários:
Fico então a aguardar a iniciativa. Que será um sucesso, não tenho quaisquer dúvidas...
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