27/05/2010

"Perdidos" no meio de tanto trabalho, que não dá tempo sequer para respirar, volta e meia lá se solta um suspiro

Pois é, a semana está complicada. Não tempo tenho para respirar, pensar, escrever, mas, para não cair no marasmo, lá vou lendo, aqui e ali, coisas para me alegrarem.
Então, reza a blogosfera que a série Lost terminou. Ainda não vi o final, nem sei se quero ver. Há quem tenha gostado, quem tenha ficado surpreendido, quem tenha detestado, enfim, parece-me normal.
Só quero dizer, que independentemente do fim, a minha análise à série é esta:

Arrancou-me alguns Suspiros (2)


Safa!...
Agora que todas sentiram calafrios, voltem ao trabalho! Tu também, Cá. Vai! Vai!

21/05/2010

17/05/2010

Mas que grande alheira!... Perdão, alhada.

Devo dizer que quando comia carne, cheguei a experimentar a alheira de Mirandela e achei que era uma coisa intragável. O mesmo se pode dizer acerca do comportamento daquela gente.
Antes de mais, tenho de dizer que achei muito estranho, quando li que o sonho da Bruna Real era ser modelo. No fim de saber que ela aufere 500€ mensais, compreendi melhor. Ainda assim, para professora, podia ter um sonho que desse uso aos neurónios. Enfim, isso é outra história.
Também fiquei muito surpreendida, quando li que a edição da Playboy tinha esgotado naquela zona. Primeiro pensei que as mulheres no Norte estavam finalmente a depilar bigode e virilhas e a apreciar erotismo, mas afinal não. Foi para fazer uma fogueira. Fogueira essa de que, curiosamente, falei, nuns post atrás. Esta será a primeira mulher queimada em praça pública, por assumir publicamente a sua sexualidade. O que virá a seguir?
Confesso que considero muito triste viver num país, onde se confunde a privacidade com a esfera pública, a liberdade com a indecência. Passo a explicar: Privada é a opção da Bruna de posar nua. Privada é a sua opção de aceitar o seu corpo e não aceitar que falsos puritanismos refreiem a sua sexualidade. Da esfera pública é o produto final, onde o corpo da professora faz parte de um conjunto que pode ser apreciado como arte, como estímulo sexual, como melhor aprouver ao leitor, que será, por sua vez, maior de idade e consciente do conteúdo da revista. A Bruna é livre de mostrar o seu corpo e ganhar uns tostões com isso. A sua liberdade não interfere na liberdade de quem não a quer ver nua, pois para tal acontecer terão de adquirir a revista, ou procurar intencionalmente conteúdos semelhantes. Indecência não é tratar da sexualidade com uma abertura de espírito própria dos tempos em que vivemos. Indecência é ser professora e ganhar 500€. Indecência é deixar que o meu egoísmo, pudor, medo, insegurança, seja lá o que for, prejudique a vida de alguém. Indecência é despromover e despedir alguém sem justa causa, sem que a ACT se pronuncie sobre o caso.
Depois estas rebeliões dos bons costumes provocam-me náuseas. Quem são estas pessoas? O que fazem da vida? Em nome de quem levantam esse estandarte da moralidade? Ganhavam mais em analisar a sua vida pessoal, ler mais e procurar enriquecê-la. Certamente, sentir-se-iam mais felizes e os maridos delas também. Já que compraram a revista, podem folheá-la e aprender qualquer coisa.
Quanto à professora, espero que concretize o seu sonho, que provavelmente será facilitado com este mediatismo, já que a carreira de professora parece ter terminado.

Não directamente a ver com o caso, mas directamente a ver com a mentalidade portuguesa, aqui fica o relato rápido de uma situação caricata, na Finlândia, quando nos dirigíamos para a maravilhosa sauna, após o banho no lago gelado.
O espanto era geral, entre os portugueses,  pior ainda tratando-se de adolescentes (para mim os 18 anos ainda pertencem à adolescência) com as hormonas aos saltos, quando nos apercebemos que as boazonas altas, magras e louras iam para a sauna todas nuas!
Perguntámos, surpreendidas, se não tinham vergonha, se iam sempre nuas, ao que elas responderam, ainda mais surpreendidas, que sim. Insistimos nas perguntas e tentámos argumentar a nosso favor. Como era possível que frequentassem saunas, com pais, amigos, vizinhos, professores, sem serem vítimas daquele pudor que tão bem conhecíamos?
A resposta foi curta, directa, clara e penso que mudou vidas e mentalidades: "O problema não está na nudez, está na vossa cabeça. A nudez não é imoral, os vossos pensamentos é que são." E, assim, muitas sucumbiram ao calor insuportável que fazia o fato de banho queimar a pele. Uma nova vida de mamas ao léu.

Para mim, estão bem giras. Há coisa mais bonita que o corpo da mulher?

Day 14 - A song that you listen to when you’re angry


Esta é uma das muitas, mas dado ao contexto socio-económico mundia, nada mais apropriado.

Woo...

I'm ahead, I'm a man
I'm the first mammal to wear pants, yeah
I'm at peace with my lust
I can kill 'cause in God I trust, yeah
It's evolution, baby

I'm at peace, I'm the man

Buying stocks on the day of the crash
On the loose, I'm a truck
All the rolling hills, I'll flatten 'em out, yeah
It's herd behavior, uh huh
It's evolution, baby

Admire me, admire my home

Admire my son, he's my clone
Yeah, yeah, yeah, yeah
This land is mine, this land is free
I'll do what I want but irresponsibly
It's evolution, baby

I'm a thief, I'm a liar

There's my church, I sing in the choir:
(hallelujah, hallelujah)

Admire me, admire my home

Admire my son, admire my clones
'Cause we know, appetite for a nightly feast
Those ignorant Indians got nothin' on me
Nothin', why?
Because... it's evolution, baby!

I am ahead, I am advanced

I am the first mammal to make plans, yeah
I crawled the earth, but now I'm higher
2010, watch it go to fire
It's evolution, baby

Do the evolution
Come on, come on, come on

Released: Feb 3 1998


Acabei de me aperceber que este desafio se tornounum grande monopólio dos Pearl jam... Não é a única banda que ouço. Juro. eheheheh

14/05/2010

O carteiro não toca duas vezes, no meu caso nem uma!

Os meus cães ladram tanto ao carteiro que acho que ele desistiu de me trazer cartas. Eu compreendo os meus babies, sentem-me indefesa e sentem-se na obrigação de declarar território marcado. Também compreendo que o carteiro (este que não toca e anda de mota) perante o rosnar feroz, não perceba que se tratam de dois palermas.
No meio de tudo isto, só tenho pena das cartas que não chegam. Sou parva, eu sei, mas abro sempre uma carta com entusiasmo, mesmo que seja a conta da luz.
Quem não sente saudades das cartas que se mandavam antes dos e-mails e SMS?
Os selos coloridos e diferentes, o papel de cheiro, ou mesmo uma folha arrancada de um caderno, o cheiro da tinta da caneta, o envelope personalizado, ou não, sempre selado com amor e "cola cuspo." Até mesmo os postais, que as amigas mandavam, quando iam de férias, onde escreviam as coisas mais parvas que se pode imaginar, esquecendo-se de que este estaria exposto à indiscrição de todos aqueles que lhe tocassem, até chegar ao seu destino.
Bem sei que não são amigas do ambiente e que querem acabar com elas, mas são íntimas e românticas e eu começo a descobrir o romantismo. Quem diria? Mais vale tarde do que nunca.

Day 11 - A song that no one would expect you to love


Adoro bossa nova, é um facto.

11/05/2010

Era suposto sentir-me iluminada?

Com a propaganda que fizeram ontem nas notícias sobre o dia mais importante do ano, a SIC até destacou 250 Jornalistas fazerem a cobertura da visita, aliás, na metereologia nem sequer falaram no "amanhã," referiram-se a este dia como "o dia da chegada do papa," pensei que quando acordasse me fosse sentir melhor, iluminada, sem problemas, sem ter de trabalhar. Mas não...
Bolas! Sinto-me frustrada! Não vi a mesma luz que os dirigentes deste Estado laico. Se calhar é por ser agnóstica, o próprio nome remete para uma certa agonia. Mas a única agonia que sinto é mesmo com esta palhaçada, em tempo de crise. Melhor, mesmo que não houvesse crise, este tipo de ostentação e propaganda dão-me vómitos. E tenho vontade de dar um safanão a todas essas pessoas que não conseguem ver que aqueles seres, supostamente iluminados, tocados pela mão de Deus, são o oposto de tudo o que pregam. Até me atreveria a dizer que são o demónio das escrituras.
Idiotas! Continuem a pagar-lhes a imunidade para continuarem a cometer os crimes de sempre.

Day 8 - A song that you can dance to

08/05/2010

Momentos

O problema de pensarem que somos fortes, é pensarem também que temos resistência para aparar qualquer golpe. É um facto, tenho força e coragem para isso. Quando me vejo diante de um problema, até posso ficar desorientada, desesperar por instantes, mas depressa encontro forças dentro de mim para seguir em frente e encontrar soluções.
Mas esta nunvenzinha negra não me larga. Pergunto-me se será uma piada cruel da vida, testar-me até à exaustão. Enfim, são momentos. Até me considero uma pessoa sortuda, mas lá está, é preciso ter coragem para contornar a pouca sorte.
Não pensem, só porque nunca me viram quebrar, que não caio sobre os joelhos com vontade de desistir. Enfim, são momentos. Momentos em que, por instantes, a terra me engole e tudo o que conheço parece desaparecer. Momentos em que apenas uma linha ténue separa a sanidade da loucura. Momentos em que todas as feridas vêm ao de cima, quais chagas rompendo em prantos, que parecem nunca sarar. Enfim, são momentos.
E, como qualquer outro momento, com a sua instantaneidade do ser, a sua efemeridade no limite do tempo, passa. Porque tudo passa. Os joelhos ganham força, as feridas secam e a força volta, não sei bem donde. Aqui dentro não está um muro de betão e aço, mas sim cacos da desilusão. De alguma forma, o sangue que me corre nas veias consegue colá-los, talvez seja o amor. Sim, deve ser. Um amor suficientemente forte para recuperar alguém tão estilhaçado como eu, um "damaged good," dizem os ingleses.
Por isso, vou tendo os meus momentos. Tenho direito a eles. Preciso deles, como preciso do ar para respirar. Sentir-me momentaneamente fraca, dá-me força para continuar. Porque não o sou, porque posso ser melhor. Só preciso dos meus momentos.
Creio que todos temos os nossos momentos, fantasmas que nos atormentam, o segredo está em não deixar que assolem a nossa vida. Uns conseguem fechar as feridas com a fé num criador, algo maior que eles. Outros fecham-nas com a fé em si mesmos, que é, na verdade, o que faz mover o mundo, o que cria e o que destrói. Mas a fé é tão perigosa como o momento que encerra, é mais uma linha ténue que nos sustem, sem nos darmos conta, é mais um momento.
Enfim, são momentos, apenas momentos. Preciosidades que nos lembram de que não somos invencíveis, que estamos vivos, por enquanto. É a fragilidade, conhecer os meus limites, que me faz ser quem sou. A força do espírito e a fragilidade do momento. Enfim, são momentos.

Day 5 - A song that reminds you of someone

05/05/2010

Mais uma ideia

Onde param os milhões??

Day 2 - Your least favorite song


Há muita coisa de que não gosto, mas não suporto mesmo esta. Tipo tenho vontade de arrancar os cabelos, quando estou num sítio e sou obrigada a ouvir isto. A sério... Estas vozes sintetizadas parece que vêm do fundo da sanita! Aliás, a minha sanita faz barulhos bem mais suportáveis, se é que me entendem. Arrrghhhggg... que azia!

04/05/2010

Day 1 - Your favorite song

NÃO CONSIGO!

Pronto, já perdi. Isto de escolher a música favorita é como dizer a um filho que o irmão mais novo é o favorito.
Há várias músicas, para várias ocasiões. Então, para pessoas que, como eu, não são boas da cabeça, a lista é imensa, consoante o estado de espírito. Nenhuma é favorita e todas são essenciais para a minha existência.
Todas as música que colocarei nos "posts" seguintes são músicas do coração, excepto a do segundo dia, claro.

Desafio musical

Ora eu que gosto de desafios, quando vi este aqui, senti-me logo desafiada. O dito consiste em fazer uma escolha musical durante 20 dias seguidos:

Day 1 - Your favorite song
Day 2 - Your least favorite song
Day 3 - A song that makes you happy
Day 4 - A song that makes you sad
Day 5 - A song that reminds you of someone
Day 6 - A song that reminds of you of somewhere
Day 7 - A song that reminds you of a certain event
Day 8 - A song that you can dance to
Day 9 - A song that makes you fall asleep
Day 10 - A song from your favorite band
Day 11 - A song that no one would expect you to love
Day 12 - A song that describes you
Day 13 - A song from your favorite album
Day 14 - A song that you listen to when you’re angry
Day 15 - A song that you listen to when you’re happy
Day 16 - A song that you listen to when you’re sad
Day 17 - A song that you want to play at your wedding
Day 18 - A song that you want to play at your funeral
Day 19 - A song that makes you laugh
Day 20 - Your favourite song at this time last year
E depois passar o desafio a 10 blogues!
Vou fazer como a Tânia. Quem se sentir desafiado, que faça.

Flashback 13


Por esta altura comecei a gostar de batom vermelho, 15 anos depois tive coragem de o usar.

Shame on me!

Vi o "Dirty Dancing" pelo menos 50 vezes!...
É assim, todas as jovens nascem românticas, até que alguém lhes parte o coração em mil pedacinhos. Volta a colar-se, mas ficam fracturas visíveis. O que nos vale são os milagres da cirurgia plástica.
Enfim, isto tudo para quê? Andava aqui a matutar donde conhecia a instrutora de lá do ginásio. Já sei! Não é que a rapariga é igualzinha à do filme?
Até punha aqui qualquer coisa, mas o "youtubas" não me deixa. Também não é preciso, não acredito que haja alguém que não tenha visto.
"Tadinho" do Patrick, aquele rabo merecia um altar!

Seria de esperar que tivesse esperteza para fazer perguntas melhores do que estas

Ontem, no Sinais de Fogo, em entrevista com o João Garcia.

1) Demora dois dias a subir e a descer?
2) O que sentiu quando perdeu dois dos seus colegas?
3) Ficou com peso na consciência?
4) Porque vai voltar a subir? É a única coisa que sabe fazer?

Isto é que chamo de jornalismo barato à la americano. Explorar acontecimentos trágicos e os sentimentos das pessoas. Não estudar previamente o que se vai perguntar, para não dizer asneiras. Quando tudo corre mal, ridicularizar a pessoa que entrevistam. Triste, triste...

03/05/2010

Suspiros (1)

Há uns tempos "postei" o merecido Clive Owen, agora vou começar uma verdadeira saga de "bad boys," que, seja pela barba rija, ou pelo olhar maroto, fazem inevitavelmente dilatar a iris.
Começamos com um português, sugestão da Miss_I_Am_Free.


Ai, Albano, Albano...
Este blogue já precisava de aliviar a tensão.

É lindo quando se fala com tanto orgulho da merda que se faz por aí...



Que me perdoem os leitores deste blogue, mas ao ouvir esta baboseira demente só consegui pensar que as traulitadas que ele levou na cabeça, quando passou aqui pela terrinha, foram muito bem dadas, mas obviamente que provocaram graves mazelas.

29 Maio

Vamos fazer do dia 29 de Maio um dia memorável, em honra de tudo o que se lutou há 36.
Vamos lutar pelos nossos direitos, vamos lembrar os nossos governantes de que vivem numa democracia e que o povo tem uma palavra a dizer.
Vamos lutar esquecendo partidos, ideologias, credos e tudo mais, unidos apenas pela vontade de que se faça justiça e que se ponha fim à impunidade que se instalou neste país.
LUTEM, CARAÇAS! LUTEM!!!

Entretanto, vou deixando aqui algumas ideias para cartazes (geniais, of course).

"A minha geração de recibos verdes não pode ter filhos.
Já alimenta um bebé gigante... O Estado!"
Sinto a crescente revolta a amotinar-se. O mês de Maio promete. Maio é o mês das revoltas.

02/05/2010

Mas porque é que bebes?

Eu até tentei portar-me bem, a sério. Não fiz misturas, bebi sempre cenas azuis... Se calhar foi a cor que me deu a volta ao estômago, só pode. Para a próxima fico-me pelas coisas vermelhas.
Conversa para aqui, conversa para ali, coisa azul aqui, coisa azul ali, um barzinho simpático que desconhecia, o Guivan, uma banda de covers bem animada (aliás, fiquei bastante impressionada, os miúdos tocam mesmo bem), boa companhia... Só podia resultar na idiotice crescente em mim que começou com a descoberta de um produto promissor, "Whisky saquetas", continuou com muito blábláblá e saltos roqueiros, e culminou com os meus conselhos de imagem a um beto, que se passeava de camisa aberta até ao umbigo, presenteando-me com a sua bela penugem e borbulhas no peito (aliás, um beto com aspiração a Zezé Camarinha). Ah! Ainda tentei arranjar um casamento, mas parece que terei de aperfeiçoar as minhas técnicas casamenteiras. O que vale é que sou insistente. O mesmo posso dizer sobre este mal-estar... Voltamos à santa Coca-Cola.

01/05/2010

Tonight is...

... boogie night! Vou para o meio dos cocós (termo carinhosamente usado para designar tias e tios).


P.S. Quando for grande, quero vestir-me assim.