30/06/2010

Diário de um estudante

CRIDO DEÁRIO!


29 de Junho de 2009
paçei o 5º anuh. A p*ta da stora de mat, k é a nossa dt, n m kria deixar paçar pk eu tnh nega a td menus a ginástica, pk jogo bem há bola, e o crl... mas a gaija f*deu-se puke a ministra da idukaxão mandou dizer ao ppl k penxam q mandam aí nas xkolas masé pa baixarem os kornos k tds os socios com menos de 12 anus teiem de paçar... axu bem.

29 de Junho de 2010
passei o 6º anuh. ainda bem q ainda n fiz 13 anus, q ódpx podia n passar, qesta cena de passar com buéda negas é só até aos 12...f*da-se, fiquei buéda f*dido na m*rda deste ano, e ó c*ralho, o pan*leiro do stor d educassão física deu-me a m*rda do 2... assim tive nega a tudo... ainda bem q a ministra da iduqaxão é porreira, ela é qé uma sócia sbem: a xqola n serve pa nada, é uma seca. tive q aprender que os K's se escrevem Q, qomo em "xqola" e não "xkola", e que "passar" não é qom Ç... a xqola é porreira só pa qurtir qas damas qd gente se balda...

29 de Junho de 2011
Passei o 7º ano. Exte anuh ia chumbando pq tive nega a qase td menos a área de projetuh, mas aqela cena tb é facil, n se fax nd... Exte anuh a dt disseme q eu passava pq tinha aprendido qas fraxex qomexam qom letra maiúscula e pq m abituei a exqrever qom Q em vez de K, tipuh agora ja xei xqrever "eu qomo qogumelos qom quentruhs" em vez de "eu komo kogumelos kom kuentruhs". É fixolas, pode xer qum dia venha a ser um gamela famôzo...

29 de Junho de 2013
Passei o 9º ano. Foi buéda fácil, pqu a prof paxou-me logo. Fui ao quadro xqurever uma sena em qu dezia tipuh "aquela janela", e eu exqurevi "aqela janela", pqu dixeram-me qu n se xkqureve "akela", é quom Q e não quom K. Mas a profs desatinou quomiguh e dixe qu eu tnh qu pôr o U à frente do Q... Pur ixu exte anuh aprendi qu o Q leva U à frente. No próximuh anuh é o 10º, vou pá sequndária...

29 de Junho de 2014
Aquabei o 10º ano. Não foi muituh difícil só tive que aprender-mos a não exqureverem quom aberviaturas purque nem todas as palavras xe puderam aberviar mas ixtu foi uma bequa para o quompliquado purque quom esta sena do QU em vex de K e das aberviaturas exqueceramme de quomo é que se faxião os verbuhs nos tempuhs e nas pexoas, ou lá o que é... Mas a prof disse tass bem que no prócimo anuh a gente vê ixu.

29 de Junho de 2015
Passou o 11º ano. Foi mais fácil que o 10º. Aprendi que as frases devem ser mais qurtax. E aprendi também que "ano" não esqureve "anuh". Axo que no prócimo ano vai ser mais difícil. Purque a xeguir é a faquldade.

29 de Junho de 2016
Acabou o 12º. Fiquei buéda confuso porque tive de aprender a diferenxa entre usar o QU e o C, tipo "esCrever" e não "esQUrever". Quando eu usava o K era buéda mais fácil... A prof de português é buéda religiosa e anda a ouvir vozes de deus, porque dixe-me que eu não merexia passar, mas "xão ordens lá de xima"...

29 de Junho de 2017
Já fiz o primeiro ano da faculdade. Estou em ingenharia cevil na universidade lusófona. Tive um stor buéda mal iducado que me disse que eu era um ignorante porque às vezes escrevia com X em vez de CH, S ou C. Mas o meu pai veio cá com uma moca de rio maior e chegou-lhe a rôpa ao pelo. E depois fomos fazer queixa do gajo e a ministra despediu-o porque o gajo, não sei quê, parece que quis vir estragar aqui um muro nosso. Mas não sei essas senas. O meu pai é que me explicou uma cena qualquer de "danos murais"... O que é bom é que a ministra da iducação continua a mandar aqui nestes sócios da faculdade para eles não levantarem a garimpa contra nós.

29 de Junho de 2019
Acabei a minha licenciatura porque a ministra da iducação disse que tinhamos que passar sempre mesmo que não tivessemos notas, para não ficarmos astigmatizados. Acho que é uma cena que dá nos olhos quando se estuda muito. Agora vou fazer um mestrado e disseram-me que, quando acabar, vou ficar mestre. Eu quero ser de Kung-Fu.

29 de Junho de 2021
Já sou mestre. Afinal não sou de Kung Fu, sou de engenharia cevil. Os meus profs disseram que eu não devia estar em mestrado porque ainda não estava preparado, mas eu disse que o meu pai tinha uma moca de rio maior e que era amigo da ministra e já tinha mandado um bacano da laia deles para a rua e eles calaramsse. Agora vou fazer um doutoramento, porque a ministra da iducação diz que se não deixarem um aluno fazer o doutoramento só por causa das notas, ele fica com a auto-estima em baixo e isso perjudica a aprendizajem.

29 de Junho de 2023
Sou doutor. O meu orientador da tese ficou muito satisfeito porque eu já não dou erros ortográficos: ao longo destes dois anos, aprendi a escrever "engenharia civil" em vez de "ingenharia cevil" e também porque aprendi que a ministra é da "educação" e não da "iducação", mas lê-se assim. Entretantos casei. A minha dama chama-se Anabela e os pais dela ficaram muito felizes por ela ir casar com um doutor em engenharia civil. Ela não sabe ler nem escrever: só fez até ao 2º ano da licenciatura e depois foi trabalhar para o Minipreço. Já tá grávida.

29 de Outubro de 2023
Nasceu o meu filho! Chamei-lhe Júnior porque ele é mais novo que eu.

29 de Agosto de 2029
O Júnior vai fazer 6 anos daqui a 2 meses. Devia entrar para a escola este ano, mas estive a pensar muito bem e não o vou pôr na escola. Ele não precisa daquilo para nada, aprende em casa. Eu ensino-lhe a ler, que sou doutor, e a mãe ensina-lhe a fazer contas, que é caixa no Minipreço. A escola não vale nada. Acho que o sistema de ensino hoje em dia é uma m*rda. No meu tempo é que era bom.

Enviado pela Cátia por email.

29/06/2010

Para mais tarde recordar (Hard Rock Calling)





As aventuras dos "dois"

Então... Não consigo planear férias, não dá mesmo. As coisas que faço, vejo, ou encontro, acontecem, na maior parte das vezes, por acaso ou mera sorte. Por exemplo, comprei um bilhete para um concerto em Londres (foi a minha prenda de Natal), então tentei programar a coisa para passar lá uns dias. Como a viagem era mais barata do Porto, decidi passar lá uns dias, pois nunca lá tinha ido a lazer ("shame on me", eu sei). Só quase na véspera de partir é que percebi que ia apanhar o S. João.
Tentei a todo o custo programar aquilo que iria ver, em cada dia, mas é mais forte do que eu, tive de partir à aventura. Verdade seja dita, que a zona da baixa (onde fiquei) não é muito grande. Com vontade de caminhar, faz-se tudo muito bem. E sabem que mais? Adorei o Porto! Adorei aquelas escadarias, por onde me perdi, adorei aquelas casas geminadas de todas as cores. As pessoas também são cómicas, no mínimo. Assisti a cada cena... Nem vale a pena comentar.
O Porto deve ser a cidade com mais igrejas por metro quadrado, pelo menos os velhinhos podem passar as tardes abrigados do sol.
Reparei que estão a restaurar muitas zonas, o que é bom. Bem precisa! Já agora podiam limpar as fachadas da maior parte dos edifícios. Não há coisa mais feia do que uma fachada de um edifício histórico escurecida pela poluição, ou cagada por pombos.
O S. João é engraçado, sim senhor, mas, a certa altura, completamente caótico. Levei marteladas, "porradas" (do alho porro, eheheheh) e algumas pessoas encheram-me o cabelo de ervas, não sei porquê. Umas traziam hortelã, outras jasmim, outras... não sei, mas cheirava mal.
Ainda falando de ervas... não me voltem a dizer que a Marinha é um antro de drogas. Vi pessoas a injectarem-se na Sé e enrolam-se e fumam-se ganzas nas ruas, como se fosse tabaco de enrolar. A mim não me incomoda, porque já me habituei a isso, neste antrinho, mas é uma imagem terrível que estamos a dar aos milhares de turistas que lá afluem.
Ou a sardinha do S. João me fez mal à barriguinha (ou o Mateus Rosé, ou a cervejita), o facto é que a minha chegada a Londres foi dramática. Fiquei doentinha, snif, snif. :(
Mas como sou uma mulher cheia de vontade, lá arranjei forças para espevitar e passear. Adivinhem qual era a nacionalidade da primeira pessoa a quem pedi informações? Portuguesa, claro. Foi tão simpática que até lhe dei dois beijinhos, o que é algo notório, porque não sou beijoqueira.
O  Porto está para as igrejas, como Londres está para os Bentleys, Ferraris, Porches, Aston Martins, Mercedes e BMW. Nunca tinha visto tanto Bentley, aliás, nunca tinha visto nenhum ao vivo. Em Londres, vi centenas. Meus amigos, estamos a falar dos carros mais caros do mundo, e em certas zonas, conduzem-nos como se fossem carrinhas Méganes! E claro, também vi Lamborghinis e outras coisas esquisitas.
Por falar em esquisito, fazer as rotundas pela esquerda... bbbbrrrrr... Medo!!
É uma cidade interessante, mas não vivia lá, nem que me pagassem. Tem muita gente, é muito stress e muita poluição para o meu gosto. Prefiro a minha aldeia, onde as pessoas podem ser bimbas, mas posso respirar fundo na rua, sem chegar a casa com as narinas cheias de partículas negras, como se tivesse passado a noite numa discoteca para fumadores, sem ventilação.
Sobre as pessoas, adorei ver toda aquela diversidade de estilos, muito alternativos, originais, ou simplesmente estranhos. Tenho a certeza de que vi muitos mais espanhóis, brasileiros, portugueses, italianos, árabes e hindus, do que ingleses. Fiquei com a impressão de que os ingleses apenas devem ocupar altos cargos, porque qualquer empregado de café ou restaurante tem sotaque estrangeiro.
Onde vi muitos ingleses, foi no Hard Rock Calling. Não achei que simpatizassem muito com a arte do "queueing" e nem os achei uns verdadeiros "gentlemen". Muito pelo contrário, a maior parte comportaram-se como umas verdadeiras bestas, sem qualquer respeito pelas outras pessoas que estavam ali a ver o concerto. Foi muito triste que o Eddie Vedder tenha pedido três vezes para acalmarem os ânimos, sob pena de se irem embora. Mas, bestas à parte, o concentro foi BRUTAL, ver Ben Harper e Pearl Jam tocarem juntos é inesquecível. The Hives também foi bom, o vocalista é maluco e eu gosto é dos malucos.
Os dias seguintes foram uma corrida desenfreada. Vou pensar muito bem, antes de voltar a fazer férias destas. Sabia tão bem estar de papo para o ar numa praia, agora...

28/06/2010

Cucu!...

Não morri, nem fui raptada por aliens (isso queriam eles!), andei a laurear a pevide.
Tenho de pedir desculpa aos meus ilustres leitores, pela falta de baboseiras, mas não domino essa história de programar posts. Vêm aí posts a caminho. Bisous!

18/06/2010







Custa-nos sempre acreditar quando chega ao fim.
Virou a última página da sua vida.
Que esteja em paz. Aqui fica muita tristeza.

16/06/2010

Just a little patience


Tenho vindo a repetir isto a mim mesma nos últimos dias, e vou assobiando a música para me acalmar. Faltam poucas horas, faltam poucas horas... Se o relógio não acelerar o passo sou capaz de berrar com alguém. Estou a desenvolver uma intolerância crescente à incompetência. É sinal de cansaço, talvez.

11/06/2010

Olhó piropo! É pró menino e prá menina!

Lamento, mas de facto os homens são idiotas. Qualquer mulher portuguesa, da mais feia à mais bonita, já passou por essa experiência transcendental de ser comparada a um peixe mal cheiroso, em forma de elogio, e tantas coisas mais que não lembra a ninguém, excepto ao homem, claro.
Uns piropos arrancam sorrisos, outros são de tal modo ofensivos, que apenas podem ser proferidos a uma distância segura, mas os piores de todos são os silenciosos, uma pessoa percebe a malícia, mas não consegue delimitar a extensão da ordinarice.
Bem sei que somos umas ingratas, diriam as habitantes dos países nórdicos, que deliram com a verborreia do macho latino, ou os seus aspirantes, mas eu passo muito bem sem eles, obrigada.





Só gostava de perceber o que lhes acontece naquele momento. Parece que deixam de ver o que existe à sua volta, fixados em nós, param (mesmo que seja no meio da estrada), expressam a sua volúpia, quais trogloditas aos roncos e às pancadas no peito e depois seguem a sua vida, em direcção a um sentido proibido, ou à traseira doutro carro, de tão aturdidos com o vislumbramento.
A sério que não percebo.

04/06/2010

Flashback 14


Ora então, a culpa deste flashback é da Sandra, que levou um CD de música latina para o ginásio, que automaticamente me lembrou dos bons momentos da adolescência (aquela parte mais parva em que nos babamos pelos homens mais velhos e giros, tipo o professor de Geografia...), não é Cá?
Este homem só não se qualifica para os Suspiros por causa daquela carinha lavada e cabelo "penteado ao pintelho". Há qualquer coisa nos homens latinos e nas calças de linho... E aquele rabo é quase tão bom como o do meu marido. Atenção, quase...

Economia para totós

03/06/2010

É pá, ganhei um prémio!


Muito agradecida ao colega da blogosfera, Maionese.
Se estão a questionar-se sobre uma possível confusão de géneros, só posso dizer que parece que o estigma de ser "just one of the guys" não me larga.

01/06/2010

Hoje é dia de roubar ideias à blogosfera, desculpem

Antes de mais começo pela crise e como não tenho tido tempo e fui proibida de passar mais noites em claro, roubo um vídeo daqui (que por sua vez também foi roubado :-P estes bloggers são uns ladrões) de um senhor que admiro muito. Descansai senhoras e senhores, ainda há quem pense, neste mundo.


Agora, aproveitando a dica do Dia da Criança, mais um roubo descarado. Desculpe lá, Sr. doutor.

"Tive um sonho revolucionário: as mulheres engravidavam de homens e as crianças viviam com um pai e com uma mãe. No meu sonho, os humanos nasciam de humanos imperfeitos e geravam sociedades inacabadas."

E eu tive um sonho em que as crianças não eram violadas pelos pais heterossexuais. Tive um sonho em que bebés não faleciam porque os pais heterossexuais faziam delas cinzeiros. Tive um sonho em que os pais heterossexuais não partiam ossos a crianças, não as obrigavam a passar fome por pura maldade, não as obrigavam a deixar a escola obrigatória para trabalhar e sustentar os seus vícios. Tive um sonho em que os pais heterossexuais não eram proxenetas dos seus filhos.

Tive um sonho em que acordávamos para a realidade e percebíamos que o importante não é a orientação sexual dos progenitores, mas sim o seu talento para a paternidade, respeito e capacidade de dedicação aos seres mais importantes e inocentes deste mundo.

Não consigo perceber como, perante todas as evidências, que nos entram em casa por aquela caixinha mágica, as pessoas continuam a defender a família tradicional, ainda que seja um projecto falhado e que fede a podre.