30/09/2010

Quero deixar-vos uma mensagem de esperança...


Nunca fui boa a matemática. Verdade seja dita, nunca me esforcei muito. A minha paixão sempre foi outra. Os números sempre foram um grande zero, cheio de nada. Claro que nunca pensei, na minha juventude rebelde, que os números viriam a representar uma parte tão importante da minha vida. Como é boa a irresponsabilidade e a ignorância da juventude.
Uns anos mais tarde, fui forçada a ter uma cadeira de Economia. O dezoito da teoria, compensou-me a nota miserável dos exercícios práticos. É assim a vida. Na teoria é tudo muito bonito, na prática está tudo fodido (oops! palavra feia).
E como sou boa na teoria, tenho a minha teoria sobre esta crise internacional. Não será uma opinião inédita, certamente não irá ao encontro das opiniões dos grandes entendidos (vai de encontro, como os jornalistas gostam de dizer).
Todos nós sabemos como isto aconteceu, os bancos andaram a brincar com o dinheiro deles, perderam-no, depois brincaram com o nosso e também o perderam. Resumo assim todo o episódio de especulações e jogos de mercado. Para mim são jogos. Sempre me ensinaram que não se brinca com coisas sérias.
O resultado também conhecemos. O número de milionários aumentou, a par com a pobreza. Sempre achei que as pessoas honestas nunca terão possibilidade de ser ricas. Basta ver o exemplo destes novos milionários, que souberam aproveitar o momento de crise, para meter ao bolso todo o dinheiro que conseguiram.
Os governos que se quiseram manter à tona, endividaram-se ainda mais. Ora isto para mim, que nada percebo de Economia, parece-me um tiro no pé. Quando houver outra crise, seremos forçados a pedir ainda mais. O que acontecerá, então? Nem é preciso ir tão longe. Alguma vez conseguiremos pagar isto? O objectivo é pagar a dívida, ou ficar eternamente a encher os bolsos aos grandes senhores do mundo?
Depois, para se safar e sem prejudicar salários milionários, mordomias e reformas acumuladas, toca de fazer o povinho, já empobrecido, pagar esta dívida. Toca de aumentar impostos, toca de massacrar quem já está a ser espezinhado.
Bem podemos ter esperança num país pobre, que tudo exige dos cidadãos e nada dá em troca. Faz lembrar a relação de um daqueles casais que estão destinados ao divórcio. Um deles dá tudo por tudo para manter o casamento, porque ama a outra pessoa, mesmo quando ela não lhe dá o devido valor. A outra toma-a como garantida e continua a abusar da sua boa vontade, uma e outra e outra vez. Mas, como tudo o que é demais chateia, chega o momento de ruptura. A parte esforçada perde o alento e tudo cai por terra.
Quero ver o que farão as pessoas deste governo, quando abrirem os olhos para ver o antigo país envelhecido em crise, dar lugar a um país de velhos, desertificado, em bancarrota.

29/09/2010

O mundo animal

Normalmente, as pessoas têm gatos, que destroem cortinados. Eu tenho mesmo cães parvos, que rasgam os cortinados, porque não conseguem afiar o dente no rabo do carteiro.

28/09/2010

Há dias em que software e hardware se unem contra mim

Tiram-me do sério! Ah, se tiram! Só tenho vontade de os atirar pela janela.
Esquecem-se estes maquiavélicos bitezinhos de informação e placas chumbadas com desenhos geométricos, que de alguma forma, que me transcende por completo, emitem programas pseudo-inteligentes num ecrã, que sou eu que detenho a última palavra, o poder máximo!
Vou formatar-vos a todos, instalar tudo de novo e submeter-vos sob o meu comando!



É por isso que tenho andado e andarei desaparecida., mas hei-de voltar em pleno vigor.

24/09/2010

Denuncio, ou não denuncio?

Sempre me irritaram os patrões que pensam que tudo podem fazer. Sempre à margem da lei, vão enchendo os bolsos e impondo situações absurdas aos trabalhadores. "Queres, queres. Não queres, há mais tansos ansiosos para virem para o teu lugar." Porque o mercado do trabalho assim o dita.
Ainda me irritam mais as pessoas que se deixam coagir desta forma, sem reivindicarem os seus direitos, optando sempre pela solução mais fácil. "O que eu não quero é arranjar problemas." Pois, tenho novidades para vocês: se não arranjarem problemas, continuarão a ser sempre o mesmo povinho burro e explorado!
O que terá acontecido ao português que lutava pelos seus direitos? Morreu com a utopia comunista?


Desde que comecei a trabalhar, há uns bons anitos, sempre me deparei com situações injustas. De todas, a que mais me irrita* é uso do trabalho temporário, parar preencher vagas permanentes e não temporárias.
Soube há pouco tempo, que uma das grandes empresas da terrinha, que auferiu lucros de milhões e mesmo assim se recusou a aumentar o salário dos trabalhadores, por causa crise, recorre ao trabalho temporário para preencher cerca de 50% dos postos de trabalho. Se isto não choca, então que tal o facto de haver operários que trabalham em regime temporário há cerca de três anos, ou mais? Ilegal? Parece que para eles não é. Como se não bastasse, sempre que entra "uma nova fornada" os salários vão baixando. Ora o que fizeram os ricos gestores? Chamaram os temporários, (aliás, temporárias, porque são as mulheres que estão mais sujeitas a este tipo de exploração, para poderem ser despedidas assim que engravidam, sem chatice. É simplex!) que entraram na empresa há alguns anos, auferindo um salário visivelmente superior e fizeram-lhes uma proposta, digna deste tempo de crise: "Ou aceitam receber menos, ou são despedidas." Ora aqui está o mundo em que vivemos.
Ninguém teve coragem de denunciar a empresa, mas eu sinto-me quase na obrigação de o fazer. Além de fazer uma reclamação à ACT, cujo trabalho é fiscalizar as empresas, coisa que nunca acontece nesta zona. São barbaridades, atrás de barbaridades e os empregadores escondem-se atrás desta protecção invisível que é a ineficiência das nossas autoridades. Cada vez gosto menos deste país.

* Também me irrita a discriminação constante a que as mulheres estão sujeitas. Recordo-me de quando ia a entrevistas de trabalho, um homem velho, gordo e incapaz, que dirige uma indústria deixada por herança, perguntava sempre: "Tem filhos? Está à espera de ter filhos?" Claro que contestava sempre a pergunta e não conseguia o trabalho. A minha dignidade acima de tudo.

Há um ano...

... andava doida a arrancar cabelos.

O amor é... (4)

Sentir-te, quando não estás.

22/09/2010

Teremos consciência do que se passa à nossa volta? (37)

O amor é... (3)

Aproveitar enquanto dura, enquanto é bom.

Bichas e bichas e bichas...


Anteontem, ao ver as notícias, tive uma epifania. Sim, tenho muitos momentos desses.
Depois daquele momento iluminado, não voltarei a queixar-me das filas portuguesas serem, normalmente, um aglomerado desordeiro e caótico de pessoas a gritar "Quem é o último?" e que depois partem para beber o seu cafezinho, ou fumar o seu cigarrinho.
Nunca pensaram nisto? Por que motivo povos como o britânico, por exemplo, exaltam o seu orgulho pelas filas ordeiras e civilizadas e as nossas se assemelham a bacanais do solstício?
Está tudo na língua, está tudo na língua marota. É que os outros povos metem-se na fila, e ai de quem ouse furá-la ou violar a sua imaculada ordem. Os portugueses evitam, a todo o custo, meter-se na bicha, tentam furá-la, fazer-lhe trinta por uma linha.
"Bicha é coisa de mulheres."
"Eu cá sou macho, não me meto em bichas."
"Eu já sou velhote, não tenho idade para essas coisas."
"Eu tenho uma criança, é nova demais para isso."
"Ó menina, é só uma perguntinha, não vale a pena ir para a bicha."
Tudo menos a bicha. Ninguém quer ficar atrás na bicha, mas também não querem ficar à frente. Há qualquer coisa que repele na bicha. Querem todos passá-la, como se ela não estivesse ali. Tentamos ignorá-la, como fazemos com tudo o resto, e esperar que um estranho seguidor da bicha não se meta atrás de nós, iniciando esse ritual estranho de convívio ordeiro social.
"- Olhe que a bicha é ali, eu só estou a fazer uma perguntinha.
 - Ah, mas eu também só quero saber uma coisa."
Enquanto os tansos adeptos da bicha, como eu, continuam a ser enrabados pela falta de educação de quem lhes passa à frente.

21/09/2010

O amor é... (2)

Perdoar, mesmo quando não digo que te amo as vezes suficientes.

17/09/2010

Iniciando 48 horas ininterruptas de...


... caça ao tesouro.

Isto é bom demais para não partilhar

Olá Rafaela,



Obrigada pelo seu mail. Vou ver com redobrada atenção tudo o que refere. Adianto, no entanto, que temos o maior cuidado nas traduções/adaptações que publicamos e que não existe qualquer tipo de descriminação entre os jornalistas que formam a equipa Elle.


Um abraço,


Fátima Cotta

Ora aí está. Como poderemos exigir rigor dos pseudo-jornalistas-armados-em-tradutores, quando as directoras das revistas escrevem tão bem?

Este post é dedicado àqueles que defendem o extermínio das supostas raças assassinas

Os pequeninos são fodidos.
Cinco estrelas para a banda sonora do Rocky.

Viroses

Eu cá não sei. Os meus caninos fartam-se de levar vacinas contra a parvovirose, mas nem por isso deixam de ser parvos.

O amor é... (1)

Ao fim de 6, ou 7, ou 8 anos, não faço ideia, (para sorte dele eu sou pior com datas do que a maioria dos homens), ele ainda me tenta convencer a ir ao Rally Vidreiro. A sério...

Teremos consciência do que se passa à nossa volta? (36)

15/09/2010

A Elle e os pretos

Ler mais aqui.

Modernices (vejam tudo, vale a pena)


Obrigada por partilhares, Ana.

Teremos consciência do que se passa à nossa volta? (35)


Ainda na temática do abandono, da próxima vez que passarem por um sem-abrigo não o tratem como um cão abandonado. São pessoas que também tiveram casa e família. Se isso não for suficiente para apelar à vossa compaixão, lembrem-se que amanhã poderão ser vocês.
Nenhum ser vivo é descartável!

14/09/2010

Teremos consciência do que se passa à nossa volta? (34)


Este tem estado ali ao lado, mas para o caso de passar despercebido, volto a pô-lo em destaque.

13/09/2010

Vrum, vrummmm (porque eu gosto de fingir que vou de mota, quando ando de bicicleta, dá mais emoção à coisa)

Ora venham lá agora dizer-me, habitantes das grandes metrópoles, que viver por aí, no meio da cultura e azáfama poluída é que é bom.
Após 12 horas de trabalho, qual bom escravo tradutor, presenteio-me com umas pedaladas pelo pinhal. Inspirando ar puro, com cheiro a pinho, que vocês só conseguem com ambientadores reles e cancerígenas, e expirando stress e todos os males inerentes ao primeiro dia de trabalho, e com sorte algumas calorias.
Com alguma sorte, se o selim não maltratar muito o meu rabo, porque preciso dele são e salvo, para mais uns dias de escravidão sentada, ainda sou gaja para mandar uma snifadela à maresia. Que tal?

Teremos consciência do que se passa à nossa volta? (34)


De volta das férias, que mais valia nem ter tirado a avaliar pela quantidade de trabalho que me espera, aproveito esta série para fazer, mais uma vez, um apelo pelos nossos amigos de 4 patas.
Por muito que tente perceber, arranjar uma explicação para este tipo de comportamento, não há quem me convença de que existe um pingo de humanidade nas pessoas que acolhem um animal em casa e depois o abandonam, quando deixa de ser conveniente.
Acredito piamente que quem tem a frieza para magoar ou abandonar um animal, não terá grandes problemas em fazê-lo com uma pessoa.
Os animais são mesmo nossos amigos. Somos a sua família. Por detrás daquele olhar ternurento não existem segundas intenções. São mais sinceros e verdadeiros do que a grande maioria das pessoas alguma vez será. Custa muito retribuir um pouco desse amor? Custa muito ser bom?

11/09/2010

Bem-vindos à minha praia

Eu, os fofinhos, o tonto, o sol, o mar, a ribeira, a paz e a imensidão de uma praia vazia, só para mim, como eu gosto. O paraíso mesmo aqui ao lado. Gosto de Setembro.

03/09/2010

Música para as férias

Ainda há pouco falava com uma amiga sobre musiquinha para ouvir nas férias. Mais uma vez a blogosfera atendeu o meu pedido. No blogue da Alice, vi esta deliciosa sugestão.


Não é maravilhoso e fresquinho? Óptimo para ouvir à beira-mar, com os pezinhos nas rochas, ou numa esplanada a apreciar a calmaria costeira, após a debandada de Agosto. Gosto de Setembro.
E não se ponham a agoirar esses dias de sol maravilhoso que se seguem. A praia vai ser só minha. :)

Teremos consciência do que se passa à nossa volta? (33)

02/09/2010

Literalmente hot sexy mama!

Coisas do emo.

Assim está melhor

Podes aguentar assim até ao final da semana que vem.
Obrigadinha.

Classificados

Jovem (Será correcto continuar a chamar-me jovem, quando tanta gente já me chama cota? Não é justo... Eu sou jovem, tá? Já percebo a estranheza, quando os meus pais falam num certo rapaz. Vai-se a ver e afinal o jovem em questão é um avozinho de 70 anos. Sem ofensa aos avós de 70 anos. Tem direito a sentir-se rapaz, sim senhor! Até porque, sendo homem, nunca deixa a adolescência. Isto é um parentesis grande demais, não?)
Recomeçando: Jovem roliça (no bom sentido da coisa :-p) procura praia deserta (o que em Setembro já não é complicado) para dar um tom humano à sua tez transparente, sem ter de recorrer a blush.
Complicado, complicado, vai ser apanhar sol! Ó S. Pedro, qual é a tua?

Tau-tau, publicidade marota!

Esta manhã, enquanto comia o meu delicioso Adagio, comecei a trautear:
 "Heaven
I'm in heaven
And my heart beats
So that I can hardly speak
And I seem to find
The happiness I seek
When we're out together
Dancing cheek to cheek ."
Depois comecei a pensar: "Mas que raio! Onde foi buscar isto?"
Não demorei muito tempo a perceber.


E eu que sou uma gaja que até gosta de teorias da conspiração, comecei logo a matutar.
Já sabemos que a "boa" publicidade nos faz querer coisas de que não precisamos e que, no fundo, até nem queremos, mas o mundo que eles nos apresentam parece, por vezes, tão irresistível, mexendo no nosso subconsciente, que acabamos por cair na tentação.
É também sabido que é através da publicidade que certas expressões entram e se afirmam na língua.
Isto não vos assusta? Uma palavra, uma frase entra na nossa casa, através da caixinha mágica, entra furtivamente na nossa vida, infiltra-se na nossa língua e, passado algum tempo, damos por nós a dizer: "Naaa, isso não é a minha praia." Quando poderíamos tão bem dizer: "Naaa, isso não é a minha onda."
E porquê? Porque o gajo que fez a publicidade quis. Seja feita a sua vontade!
Eu que nasci nesta era dos média, pergunto-me como seria a vida antes de tudo isto? Seremos assim tão livres? Afinal de contas, estamos sujeitos diariamente a todos os tipos de propaganda.
Todos os produtos que compramos, todos os livros que lemos, todas as viagens que fazemos, os filmes que vemos, aquilo que comemos, aquilo que vestimos, o que estudamos, a profissão que escolhemos, a casa que arrendamos, ou adquirimos, o banco onde depositamos o nosso dinheiro, a forma como o gastamos, a rede infinita de caminhos que podemos escolher... Todos, todos eles foram seleccionados e criados para nós por alguém.
Scared yet?

Teremos consciência do que se passa à nossa volta? (32)

01/09/2010

Teremos consciência do que se passa à nossa volta? (31)

Romantic fool

Sempre me considerei uma alminha racional, sempre muito apaixonada, mas sempre com a consciência de que tudo tem prazo de validade.
Um dia, há muitos anos, o meu "homem objecto" pregou-me uma partida. Roubou-me o coração, fechou-o numa caixinha, sei lá onde, e deitou fora a chave. Afinal a vida sempre é um cliché.
O tempo passa, voltamos a ser mais racionais, ou pelo menos pensamos que sim. Começamos a pensar que tudo não passa de um sonho, que talvez sejamos vítimas das comédias românticas e contos de fadas, da utopia do "viveram felizes para sempre", como diz a Rachelet. Mesmo assim continuamos a fazer determinadas escolhas, sem perceber muito bem porquê.
Depois, quando menos esperamos, o destino sacana mete-nos à prova. Ficamos sem chão. Esta é a única frase que o consegue descrever. Ficamos sem chão, mas sem espaço para cair.
Percebemos que não adianta tentar racionalizar o amor, basta acreditar nele. Um pouco como a maior parte das pessoas, que conheço, acreditam na Entidade Criadora. Não sabem o que é, mas acreditam que existe qualquer coisa.
Assim é o amor, inexplicável. Tem dias de paixão, dias de carinho, dias de amizade, dias de "não-te-posso-ver-à-frente," dias de sexo desenfreado. Dias após dias, após dias, após dias.
E ainda há aqueles dias, em que percebo que sou uma palerma romântica. Posso disfarçar, esconder, mas no fundo, no fundo, há lá qualquer coisinha. Quando li este texto da Sofia não pude deixar de constatar isso.

A vida é contrária ao amor, à paixão. A vida impõe-nos compromissos, trabalhos, coisas chatas como conveniência, espaço, razão e socialização com outros seres humanos. Nesta linha de coisas necessárias mas inconvenientes à vontade de ter sempre as nossas peles cruzadas, temos de estar ausentes, temos de forçar a vontade e fazer o que se deve e não o que se quer.
Nestes momentos eu espero, espero com a certeza de que regressarei ao nosso ninho, de que irei dormir no teu abraço que é só o melhor do mundo (coisa pouca meu bem) e não é um fardo esperar porque tudo o que vale realmente a pena faz-se demorar, faz render o tempo e o gozo para não ser apenas o fogo do momento.
Depois finalmente estou contigo e a vida que nos é contrária passa a ser a melhor de todas, o que estava amargo torna-se mel, o que era escuro fica ainda mais porque as palavras doces cultivam-se na penumbra de uma intimidade criada a colheres de chá.
Crio estas palavras desconexas na ansiedade de ouvir as tuas chaves na nossa porta, crio para acalmar a alma que se ressente de cada segundo que encurta o teu caminho até ao meu corpo. Estás a chegar e o quarto vai ficar mais pequeno, a cama mais quente e eu mais eu, mais mulher, mais tua. Vou ser braços e pernas e abraços e beijos, vou ter peito e mamas e lábios e olhos a brilhar para ti. Vou ter amor e ser tesão, vou querer agarrar o mundo pela cauda e esticar o tempo para que a vida nunca nos deixe esquecer estas pequenas vitórias que acontecem quando nos sentimos heróis na vida um do outro, para que o virar das folhas no calendário seja o antecipar de mais um dia contigo, um dia com os nossos sonhos e coisas que cumprimos entre palavras e brincadeiras sérias.
Tudo isto, todas estas palavras e disparates febrilmente escritos para enganar a saudade dos teus passos, posso terminar agora, sinto-te a chegar e tenho quase a certeza que vou ouvir o teu sorriso daqui a poucos segundos. Até já
 
Como te percebo, Sofia, como te percebo.