30/11/2010

Vai um granizado?

É só ir buscar um copo e pô-lo lá fora. Tanta gente, neste momento, a ser prendada pela neve fria e fofinha e aqui... Aqui não fazemos a coisa por pouco, se é para cair, é para cair em grande estilo. Podem vir mais pedregulhos de gelo, sff!

29/11/2010

Seguem-se umas semanas terríveis. Por isso, não estranhem se eu não aparecer.

25/11/2010

Teremos consciência do que se passa à nossa volta? (43)


Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher

Não se cale, denuncie.

A verdade

Às vezes, dizer a verdade a uma pessoa de quem gostamos muito, pode doer tanto ou mais do que ouvir a verdade, como se uma espada trespassasse o meu coração e espetasse o coração da outra pessoa. Mas apesar de todas as minhas entranhas se contorcerem, à medida que as palavras saem da minha boca, e de saber que a vou fazer chorar, a verdade tem mesmo de ser dita. Não pensem que sou cruel. Não vale a pena prolongar o sofrimento.

Ainda sobre a prostituição e já agora sobre as drogas também

Quando respondia aos comentários do post anterior, o meu cérebro começou a fazer faísca com diversas questões que me assaltaram, numa sequência e rapidez vertiginosas capaz de assustar qualquer homem.
Aqui a terrinha, outrora cidade do vidro, é rica em duas coisas: drogados e prostitutas. Sobre os drogados já me pronunciei. Resta dizer que eles aumentam exponencialmente com a crise e que a única coisa que a PSP e a autarquia fazem é destruir sistematicamente as casas abandonadas, onde eles se reúnem, obrigando-os a procurar casas de chuto improvisadas cada vez mais longe do centro. Desta forma, todos ficam felizes e pensam que estão a fazer um belo trabalho. Longe dos olhos, longe das dores de cabeça.
Já a prostituição habitual em frente às escolas e PSP, aumenta significativamente e expande para outras zonas, em tempo de crise. E isto é que uma coisa que me intriga. A lógica seria elas precisarem de dinheiro e recorrem a este tipo de serviço por desespero. Mas... Seguindo a lógica, como estamos em crise, não há dinheiro, logo não deveria ser um negócio muito rentável. Pois, desenganem-se. Elas têm muito trabalho! Eu sei, porque passo por algumas à beira da estrada e porque moro perto de um bar de alterne, que, diga-se de passagem, nunca foi tão movimentado como agora. Deve ser mesmo como o Carlos diz, o pessoal precisa de se distrair para aturar a xaropada.
Agora, vem a parte controversa. Sou a favor da legalização das drogas e da prostituição. Pronto, já acabaram as vaias? Posso continuar?
Creio piamente que as pessoas que são contra estas legalizações são umas grandes hipócritas, que se recusam a ver uma realidade óbvia e, pior, têm pouco sentido prático.
Se vivessem numa cidade como eu, sabiam que muita gente entra no mundo da droga porque vai experimentar umas coisas "leves" e compram gato por lebre. Quando vão a dar por ela, já estão num poço tão fundo, que é impossível sair de lá. Há ainda a estratégia de oferecer. Pergunto-me se os pais destas adolescentes que saem seminuas não sabem, ou não se lembram de quantas vezes foram abordados, ou quantas vezes lhes perguntaram se queriam experimentar, porque o não-sei-quem, conhece o não-sei-quantos que arranja de graça.
A meu ver, e talvez seja uma visão inocente, confesso, a maior parte dos problemas seria erradicado com a legalização das drogas. A cannabis poderia ser usada legalmente no tratamento de inúmeras doenças, que sendo natural é muito menos prejudicial do que muitas drogas químicas, que a Medicina e as farmacêuticas nos tentam impingir diariamente. Quanto às drogas pesadas, tenho a certeza de que todos nós conhecemos alguém que toma ou já tomou drogas pesadas receitadas pelo médico, a única diferença é que vêm em comprimido, ou são administradas por uma enfermeira. Aliás, existe uma diferença maior, estas drogas alimentam o monstro das farmacêuticas e as outras alimentam o monstro dos traficantes. Se as drogas pesadas fossem legalizadas, à partida os traficantes seriam eliminados, o consumo seria controlado, acabavam-se com a maior parte das overdoses e consumos de cal e, surpresa das surpresas, o Estado ainda recebia qualquer coisa, pois suponho que as drogas não fossem comparticipadas.
Quanto à prostituição, sigo a mesma lógica. Além da óbvia e importante protecção que as mulheres (e homens também) teriam, tanto em questões de saúde, como de segurança pessoal, seria possível "limpar" as ruas e penso que isto é mesmo fundamental. Incomoda-me muito ver o que se passa mesmo em frente à escola preparatória, incomoda-me que as crianças tenham de presenciar isso, incomoda-me ver aqueles velhos passar de carro em marcha lenta, incomoda-me pensar que possam ser predadores. Também me incomoda que estas pessoas trabalhem uma vida inteira e não tenham direito a qualquer protecção social. Com a legalização poderiam começar a fazer descontos e a pagar impostos. Quem ficava a ganhar com isso? Todos nós. Seria um grande passo para combater a prostituição infantil, o tráfico humano, a prostituição forçada, os proxenetas e a propagação de doenças sexualmente transmissíveis. Mas claro, isto num mundo e num país que consiga analisar a questão racionalmente, sem chamar as mães de Bragança ao caso. Já agora, a legalização também seria boa para acabar com essas associaçõezinhas de merda.


23/11/2010

Já tive fatos de Carnaval com muito melhor aspecto, mesmo na altura em que punha um cinto à volta de um saco do lixo e o enfeitava com laços



Parece que hoje as tias saíram à rua, para se enfiarem numa loja da H&M e passarem o cartão de crédito nas caixas registadoras, como se não houvesse amanhã. Ok, cada um sabe de si e sempre me disseram que gostos não se discutem, mas... fuck (bem baixinho para não se ouvir)! O que é isto?
Sei que sempre tive uma deficiência qualquer, que me impede de andar na moda, se é que isso é possível. Claro que compro as minhas roupitas. Por muito que tente resistir... ei! I'm a material girl, in a material world. Por isso, de certa forma, devo andar na moda. Não me importo de ver pessoas com uma peça de roupa igual à minha e também não almejo um estilo único, que mais ninguém tem. Visto o que me apetece. Qualquer coisa que me faça sentir bem, mesmo que seja aquela camisola que comprei há 9 anos, que ainda me serve e que continuo a adorar (já não se faz roupa assim). Mas, sobretudo, uso coisas que me favorecem, o que num mundo de paus-de-virar-tripas é coisa complicada. A roupa que se faz hoje em dia tem o objectivo de deformar e esconder as formas femininas.
Olhem para aqueles belos exemplares (cof...cof), lá em cima. Expliquem-me lá qual é o objectivo de não comer? Estas miúdas, ou senhoras, com aspecto de quem apanhou uma piela tão grande, que nem se conseguem pôr bem em pé, não vos fazem lembrar estes bonecos?

Mas com uma melancia vestida, claro. Qual é o objectivo? A sério...
Não estou a escrever isto porque sou uma ressabiada, com excesso de peso. Nada disso. Simplesmente não compreendo como é que alguém é capaz de ficar fascinada com estes vestidos e eu nem sequer os usaria para fazer limpeza, num dia de mau humor.
Há algo que me transcende neste mundo da moda. Podia dar-vos imensos exemplos daqueles génios da moda, que vestem coisas que a minha tia usaria para limpar o curral, nos anos 80, mas não tenho tempo, nem paciência. Só gostava de perceber este fenómeno que move tanta gente.
Às vezes, fico a olhar para um figurino ultra-fashion, como quem olha para uma obra de arte abstracta. Não tendo estudado Arte, fico a olhar para aquilo à procura de significado, de qualquer coisa que apele ao meu conceito de beleza, uma emoção, um sentido. Muitas vezes, para tristeza minha, a minha percepção não vai além de uns borrões de tinta, ou de um amontoado de lata, que para muitos significará todo o sofrimento do mundo, exposta com genialidade pela mão e coração do artista.
O mesmo se passa com a música. Se as melodias mais comerciais me fazem dor de cabeça e me dão vontade de desligar o rádio, também as músicas mais alternativas e experimentais me fazem sentir encurralada numa sala de testes sonoros ensurdecedores.
Posto isto, e à medida que escrevo este texto, descubro que sou uma daquelas pessoas chatinhas de meio-termo. É por isso que sempre que o meu marido me pergunta: "Muito ou pouco?"; eu respondo sempre: "O suficiente." É verdade que não gosto de oitos, nem de oitentas. O intermédio parece-me um bom sítio para se estar. É por isso que moro no centro. E quanto à pergunta: "O copo está meio cheio, ou meio vazio?" Que raiva! Se está meio, está meio.
Talvez seja uma limitação genética, ou social de quem nasceu na classe média. O intermédio parece não me largar. Talvez tenha uma inteligência mediana, que me impede de apreciar a verdadeira arte, de ir mais além dos horizontes que me foram impostos. Talvez... No que diz respeito à moda, gosto de pensar que o meu meio-termo é apenas razoável e não gostaria de ser contaminada por aquela febre rosa choque chique (bela aliteração).

18/11/2010

Prémio "Dardos"

Fica o agradecimento aos meus conterrâneos da Comissão de Moradores do Largo das Calhandreiras, pela gentileza da atribuição deste prémio blogosférico.

«O Prêmio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, e as suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.»

O Prémio Dardos tem as seguintes regras: Exibir a imagem do Selo no blogue; Revelar o link do blogue que me atribuiu o Prémio; Escolher 10, 15 ou 30 blogues para premiar.
Aqui ficam os meus premiados, alguns já têm o selo e outros não ligam a isto, mas não faz mal. É só para que saberem que gosto de vocês.

Crónicas do Rochedo
Malibucola
Between Here & In The Middle of Nowhere
Amanhã é outro dia
O Blog do Desassossego
Odisseando
pssht...ó menina!
Nocturno
Poplex
Verão Azul
Olha que engraçado! Afinal o vigarista destemido sempre tem medo das carta registadas. Quem tem cú, tem medo. Está certo.

A tortura continua

Esterilizações, castrações, simulações de cesarianas e anestesias. A todas estas práticas foram sujeitos animais saudáveis enviados pelo canil municipal para a Universidade de Évora e servirem de "cobaias" a alunos do curso de Medicina Veterinária. Depois, eram abatidos. (...)
Os relatos são feitos na primeira pessoa, mas quase todos os autores pedem o anonimato por se tratar de um meio pequeno e da ligação que os une às instituições visadas. "No meu primeiro ano do curso foi utilizada uma cadela para a parte da prática da disciplina de Anestesiologia. Todos os dias, de segunda a sexta-feira, aquele animal foi anestesiado e acordado. Até que no último dia foi abatido", refere uma aluna. No segundo ano, o cenário piorou, com cães a serem "abertos para aprendermos como se retira órgãos, como o baço. Por ser demasiado cruel, não voltei às aulas".  (...)

Não existem palavras suficientes para exprimir o nojo que esta gente me faz sentir.

Notas de uma gaja sobre o jogo

1 - Foi um jogo de candidatura ibérica para o Mundial de 2018 ou 2022, ou qualquer coisa do género. Ok. Vou ter de esperar até ter 38 ou 42 anos (MEDO!) para voltar a ver os espanhóis com aquela cara de... Puyol?
2 - O Puyol tem, secretamente, uma grande admiração pelo Paulo Futre, não tem? Só assim se explica aquele cabelo.
3 - Ainda no tema capilar, não me conformo com o corte de cabelo do homem mais sexy do futebol português.

Pronto, tenho dito.

17/11/2010

Em resposta ao caríssimo leitor LOL

São os cabrões dos responsáveis pelas construções em Portugal e afins. Desde há um ano para cá que não tenho tido descanso. São reclamações, atrás de reclamações. E como sou uma gaja teimosa, insistente e, sobretudo, informada, normalmente consigo o que quero, o que tenho direito.
Agora, por causa da incompetência de um profissional da treta, tenho a minha sala completamente destruída, tecto, paredes e chão. Nada se aproveita. O gajo andava-me a empatar e eu não gosto disso. Tive de vestir as calças e falar com voz grossa. E não é que o sacana não tem medo das palavras: Queixa à instituição A ou B, denúncia, reclamação, carta registada, DECO... Normalmente, a carta registada resolve o problema. Então, seguimos em frente, Chico Esperto.
Tiram-me do sério, tipo ao ponto de ficar roxa, estas pessoas que pensam que podem sempre contornar o sistema. Pensam que de alguma forma a Lei não se aplica a eles. Não me canso de dizer que o país está neste estado, por causa de gente dessa. Comigo não têm hipótese. Siga!

16/11/2010

Só "minervam" e não sou nada sábia nestas alturas! É sempre mais fácil mandá-los passear.

Faltam 14 dias

À medida que as minhas amigas foram dando o grande passo em frente, sempre encarei a transição com grande positivismo. Sou e sempre serei uma optimista.
Agora que está a chegar a minha vez, parece que sinto um nó na barriga. Tenho a certeza de que será uma óptima fase, mas será sem dúvida uma nova etapa. Deixarei, definitivamente, de ser uma coisa. Passarei a ser outra, que ainda não está bem definida, pelo menos, no ambiente semi-rural em que vivo.
Se as pressões da sociedade têm sido tão grandes até agora, palpita-me que irão piorar e muito. Não gosto que criem expectativas sobre mim, porque não gosto de desiludir as pessoas, mas palpita-me que isso acontecerá. Não podem esperar de mim uma coisa que eu não sou, que eu não sinto, só porque sim, só porque toda a gente o faz. Nunca fui assim. Continuarei a marchar* contra a corrente?

* Remar contra a corrente, menina! Remar!

15/11/2010

Homens

O Dr. House passou não sei quantas temporadas com crises existenciais por causa das dores na perna. Agora, estava aos pinotes com a Cuddy e nem pio. Nem um: "Ai que dói tanto!" Nem um: "Preciso dos comprimidos!" Nada.
O que me leva a fazer uma rápida análise ao ser masculino. Todos eles podem ser facilmente comprados, apaziguados, consolados, até mesmo silenciados, com uma coisa. Uma única coisa...

Ora aí está uma boa sugestão: sorriam mais!

Ajuda

Alguém me sabe dizer como se posta aquela barra de vídeo do "youtubas"? Só a barra.

12/11/2010

Teremos consciência do que se passa à nossa volta? (43)




Mas a nossa escumalha tem outra opinião...




Procurem estes símbolos nas embaagens. O símbolo na primeira imagem, com as letras PC, significa que a embalagem tem BPA, sendo que poderá não estar devidamente identificada, por isso evitem todas as embalagens com o símbolo do número 7. O segundo símbolo, com o número 3, também poderá conter BPA. Evitem embalagens de plástico e enlatados. O BPA, ao contrário do que o estudo da UE nos quer fazer crer, é altamente prejudicial para a saúde humana.

09/11/2010

Um ano e tal depois

Fiz, no dia 24 de Outubro, um aninho de casada e, distraída como sou, deixei passar a data sem comemorar convosco, meus poucos, mas ilustres leitores.

Verdade seja dita, esse é um dos motivos pelo qual a nossa relação é tão boa. Sou distraída demais para ligar a pormenores como datas do primeiro encontro, do primeiro beijo, do dia em que começámos a namorar. Haja paciência! Sei lá eu quando foi. E por que raio hei-de celebrar um dia específico, quando devemos celebrar todos os dias por nos termos um ao outro?

Como não poderia deixar de ser, o nosso dia do casamento ficará para sempre envolvido numa bruma mística de incerteza. Eu explico. Casámo-nos pelo civil, é claro. A senhora que nos casou, que não foi a conservadora, porque estava grávida e não podia, não nos quis dar o papelzinho (que nem sequer assinámos, porque agora não se assina), porque as horas estavam erradas, devido ao meu atraso. Primeiro, eu não me atrasei. Estava lá a vê-los, ao longe. Simplesmente tive uma crise existencial, que demorou cerca de meia hora a passar. Segundo, a senhora não precisou de alterar a hora, mas sim a data! Porque descobri mais tarde, nas fotografias, que a senhora resolveu casar-nos no dia 23 e nem tivemos direito a dizer: sim. Portanto, na via das dúvidas, o melhor será mesmo festejar uma semana inteira, ou a vida toda, quem sabe.

Depois foi a cena de não assinarmos. Mas será que estou mesmo casada? A aliança também não costuma andar no dedo, porque não gosto de anéis. Usamo-la para as festas, para inglês ver, para os nossos pais não nos moerem a cabeça, e só porque sim.

Quem foi ao meu casamento e quem acompanhou o processo da preparação, sabe bem que nunca fui uma noivinha histérica. Pronto, deixem-me reformular: entusiasta. Apenas queríamos celebrar a nossa união. Ter uma festa grande com amigos e família. Sabíamos lá que isso envolvia tanto trabalho e tanta burocracia! Entre tantas outras coisas, isso implicou dormir três horas nas noites anteriores, a acabar lembranças e marcadores, porque achámos que era mais giro se fizéssemos tudo. O maridão já não podia ver cola quente e folhinhas à frente e eu já não podia com o cheiro das folhas secas! Implicou também deixar a música por conta do DJ... Big mistake!!

Enfim, tudo passou e não foi como diziam: "Ah, é um dia tão lindo! Ah, vai passar tão depressa que nem vais dar por ela!" Pois tenho novidades: Foi um dia extremamente longo! Estava com vontade de arrancar os olhos ao fotógrafo, que não me deixava em paz! E foi cansativo para caraças! Ir à casa de banho era um pesadelo. A lingerie bonitinha, afinal era desconfortável. E parece que as alças do vestido não foram feitas para suportar o seu peso, foram cedendo ao longo do dia, para eu descobrir mais tarde, nas fotografias, que andei quase com as maminhas de fora, para regozijo do fotógrafo. Quem tem fotos eróticas, no casamento, quem tem? Eu, claro.

Não pensem, após ler este parágrafo, que não gostei da experiência e que me pus a chorar como uma Madalena arrependida. Nada disso. Acho que são estas coisas que fazem com que o dia seja único, com a particularidade de não sermos uns noivos normais e de termos apanhado gente ainda mais doida do que nós. Já vos falei das fotos eróticas? E do bolo pornográfico? O PASTELEIRO PASSOU-SE! O convite tinha uma caricatura nossa, tipo Tarzan e Jane, numa posição que (também vim a descobrir mais tarde) muita gente interpretou como pornográfica. Nada disso, meus queridos de mente suja, nada disso. Entre essas pessoas estava o pasteleiro, que decidiu fazer do nosso bolo de casamento uma piadinha privada. Uma pessoa idealiza uma coisa e chega lá e vê um borrão castanho (aka bolo), com dois noivos nus em cima de um tronco. WTF? Pensam vocês. Sim, é isso mesmo. A minha sorte foi terem-me dado logo uns copos de sangria de espumante, que estava deliciosa, para aliviar a crise existencial, senão ter-se-ia prolongado por bastante mais tempo.

Durante a festa, contámos com inúmeras actuações imprevistas, porque os nossos amigos são verdadeiros artistas. Desde o grande momento em que a Cátia apanhou o meu ramo tira-olhos (tinha mais arame do que flores), passando pelos bailarinos imprescindíveis, até ao grande momento de karaoke. Assim se passou o dia em que gastei mais dinheiro, em toda a minha vida.

E o que ganhei com isso? Basicamente, nada. O que realmente importa já eu tinha e continuarei a ter por muito tempo, contrariando a teoria de que os casais que vivem juntos, se separam quando casam. É realmente estranho. Nem eu sei explicar bem como duas pessoas tão diferentes, com gostos tão diferentes, se dão tão bem. Somos felizes. Somos mesmo felizes. Eu faço-o rir. Ele faz-me rir, mesmo quando estou danada e ele diz: "Ficas tão gira, quando estás danada. O nariz fica ainda mais empinado." (palhaço!)Enquanto nos podermos rir em conjunto, nada mais importa. Espero poder ter a sorte de me rir com ele durante muitos mais anos.


Ó pá, a sério. Não sejam perversos.

08/11/2010

São Pedro, São Pedro...

Estava a correr tudo tão bem... Vamos começar com as chatices?
Achas que molhar-me a roupa durante a noite é coisa de bom samaritano?

Teremos consciência do que se passa à nossa volta? (41)

Assim de repente ocorre-me isto:
Ou isto:


Ou ainda isto:


Entre tantas outras coisas, para não termos vendido a alma ao diabo.
Mas quem sou eu? Não é o sentido humanitário que faz prevalecer a raça humana, não é?
É o poder económico. Pois, parece que sim.

 

05/11/2010

Para mais tarde recordar (Cuba em jeito de resumo)

        

O mar ultra-salgado.


A fauna curiosa. 


Os melhores mojitos do mundo. 

 

Medo. Ssshhhh... Big Brother is watching you.

 

  

El Capitolio de la Habana.

 

Nós após alguns mojitos.


Os artistas de olhos tristes.

Podia postar muitas mais fotografias, especialmente de Havana, mas são tantas e o tempo é tão escasso que terão mesmo de se contentar com estas amostras.
Cuba é um lindo país, com imensos recursos a serem desperdiçados. As pessoas são lindas, as mulheres então nem se fala. São simpáticos e alegres. Ao mesmo tempo, os seus olhos contam uma tristeza infindável de quem não é livre e teme essa grande instituição que é o Estado. Como este senhor, ali em cima, disse: "Quem nasce em Cuba está preso aqui."
Só o tempo parecem não conseguir capturar. Cuba parou nos anos 50, mas o tempo impediu-a de estagnar, mostrando em cada edifício, em cada vestígio do passado que nada pode parar, que nada é impune aos anos que passam.

04/11/2010

Para mais tarde recordar (artistas de imagem, como eles dizem)



E pronto, já pus o Carlos das Crónicas do Rochedo a resmungar: Malditos portugueses e os seus destinos exóticos de férias! Peace! :-p

Isto não está fácil

A coisa boa de morar com os pais é que a canjinha aparece, miraculosamente, à nossa frente, nos momentos adoentados.
Ter de fazer a própria canja não está com nada. Não tem aquela energia positiva de quem a faz, à espera que fiquemos melhores depressa. Ao invés, fica cheia de energias de "ais" e "uis", enquanto a varinha do condão de quem nasceu para cozinhar despeja uma quantia considerável de pimenta na canja.
Deduzo que o mal-estar intestinal esteja a passar para o cérebro.

02/11/2010

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Com uma dor de barriga descomunal e sem inspiração.
Perdoem-me, está bem?