31/12/2010

Já estou atrasada...

... mas ainda passei por aqui para vos desejar a todos um excelente ano novo. Não deixem que o pessimismo se abata sobre vós e lembrem-se: é sempre tempo de mudar. Temos uma oportunidade de o começar a fazer já em Janeiro. Que tal?
Um brinde (sem champanhe, isso é só mais logo) ao que passou e ao que ainda há-de vir (porque não há-de ser tudo mau)!

30/12/2010

Sei que a lavagem de dinheiro é um crime grave

Talvez não fosse uma criminosa tão grande, se o Michael tirasse o dinheiro das calças antes de as pôr no cesto da roupa suja. É que se eu tivesse o poder de adivinhar onde está o dinheiro, certamente que já teria acertado na chave vencedora do Euromilhões.
No entanto, há uma coisa que me falha, neste processo de lavagem de dinheiro. O meu fica exactamente no mesmo bolsinho. Como é que o dinheiro de certa malta entra na máquina de lavar, é multiplicado por milhões e vai parar a uma ilha paradisíaca?

Eu, a vampira

Desde que vi o Drácula de Bram Stoker que sou uma alucinada por coisas vampirescas. Quer dizer, coisas vampirescas de qualidade e, verdade seja dita, desde que o Gary Oldman fez de Drácula, nada lhe chega aos calcanhares. Mas não só, a história é linda, chorei baba e ranho quando li o livro, e a banda sonora do filme arrepia.
Claro que esta minha paixão, quase secreta, não é suficientemente forte para andar vestida à noiva cadáver e beber sangue, como muita gente louca faz (pronto, gente talvez não, são americanos). No entanto, a avaliar pelas minhas insónias constantes e pelo tom de pele, que ganho sempre no Inverno, diria que só falta crescerem-me os caninos e andar por aí à dentada. Não sei o que este meu organismo parvo anda a tentar dizer-me, mas se o objectivo é trocar as noites pelos dias: Well done!

28/12/2010

Está lá?

Hoje, a minha tia da aldeia fez 69 anos. Bela idade! Se vos pudesse contar todos os pormenores, seria muito mais engraçado, mas como anda sempre gente doida por aí, não posso revelar muito. Só posso revelar que partilhamos um nome que origina muitas piadinhas e anedotas e que a minha morada actual é, no mínimo, caricata. Tenho sempre de a repetir duas vezes, com cara séria, para as pessoas perceberem que não estou a gozar. Tudo isto aliado aos 69 anos da minha tia cria uma conjuntura propícia ao desastre das piadas brejeiras, mas nada, absolutamente nada fazia prever o que me diriam, quando a senhora que faz limpeza à minha tia atendeu o telefone.
A Amélia é daquelas senhoras engraçadas da aldeia que usam lenço na cabeça, têm óculos de fundo de garrafa, fazem o bigode com gillette (porque uma mulher das beiras tem o seu orgulho!) e tem um sinal ou outro com uns pelitos proeminentes. Também se veste de preto, não sei porquê, porque o marido dela é vivo e a julgar pela idade dela, não obstante a genica, os pais terão morrido há muito. É senhora para ir à igreja e rezar o Pai Nosso como ninguém. É uma dona de casa exímia e como o marido tem um problema de saúde, que o impede de trabalhar, ela faz limpezas para cobrir as despesas. É trabalhadora e bem-disposta. E fala bom Português, caralho! (so sorry...) Perto dela a minha sogra parece ter a língua mais sagrada e imaculada à face da terra. E o que eu acho piada a estas cotas asneirentas! Juntam-se todas a cochichar, como se estivessem a rezar. De repente, sai uma caralhada bem alto. Seguem-se gargalhadas quase histéricas, algumas chegam mesmo a chorar. Depois coram e dizem baixinho, como se voltassem à reza: "Ai menina, desculpa. Nem vi que estavas aí, caralhos ma fodam!" Gargalhadas, outra vez. Mais pedidos de desculpa. Isto pode ofender muita gente, mas eu acho hilariante. Acho que se não fossem estes momentos, em que elas extravasam tudo, davam em doidas muito depressa. Pensando bem nisso, talvez já sejam doidas.
Então, a bem-dita Sra. Amélia de língua abençoada, por um anjo malandreco, atendeu o telefone da minha tia. Se a minha tia não estivesse quase paralisada, diria que estavam na festa rija. Quando ela atendeu, não reconheci de imediato a voz, pelo que perguntei donde falava. Seguiu-se um breve minuto de silêncio interrompido por esta preciosidade: "Olha fala do caralho, pr'ós colhões!" Tendo reconhecido de imediato a bela peça, respondi no mesmo dialecto, para me fazer entender: "Olha que caralho!... Ó Amélia, passe lá o telefone à minha tia!" Seguiram-se momentos de grande atrapalhação e risada, porque ela confundiu-me com outra pessoa e acabou por desligar o telefone sem querer. Depois pediu-me milhões de desculpas, com asneirada pelo meio, que não podia faltar, mas confesso que foi o ponto alto do dia.

Com isto acho que bati o recorde de asneiras num post.

Must resist...

Eu sei que parecem uns anjinhos, mas são o mal canino encarnado em pêlo fofo e olhos doces.
Depois das asneiradas que fizeram durante a noite e esta manhã, pu-los na rua de castigo. Estava mesmo determinada a deixá-los lá, mas como está muito frio, deixei-os entrar. Obviamente, que não se livraram de um belo ralhete, que eles bem perceberam, porque ficaram amuados e o olhar canino, equivalente às nossas lágrimas de crocodilo, começou a trabalhar.
Eu juro que estou a tentar ignorá-los, mas a coisa está difícil. Tenho vontade de lhes morder as bochechas e esfregar a barriga, mas não posso. Devia estar muito chateada com eles. Em vez disso, sinto-me culpada e quase com vontade de lhes pedir desculpa. Aqui fica provada a minha incompetência para educar seja que espécime for. Definitivamente, não me ajeito para a coisa. Progenitores do mundo, como é que isto se faz?

22/12/2010

Como seria se Jesus nascesse em 2010?


Recebi este vídeo, num e-mail de Boas Festas, com a seguinte mensagem: "Como o que aconteceu "Na tal" noite se transformou numa ferramenta de marketing..."
Eu não diria melhor, nem lá perto, mas fiz, obviamente, o meu filme. Se Jesus nascesse em 2010, a Maria e o José seriam, certamente, estrelas de Hollywood e, sem contar com todos os gadgets que aparecem no vídeo, poderiam contar com os media para a difusão do nascimento. Todos nós poderíamos vê-lo, em directo, a sair das entranhas da mãe, na Clínica de Estética do Pai Natal da Coca-cola (Ámen!), para a Maria poder fazer logo as intervenções necessárias, para pousar nua para a Playboy, na semana seguinte. Tudo isto seria patrocinado pelos Reis Magos dos três principais canais televisivos, que "ofereceram" chorudas quantias e um presépio de luxo, algures numa ilha artificial do Dubai.
Jesus seria o alvo das objectivas, onde quer que fosse, desde os primeiros passos, ao primeiro beijo, talvez até a sua primeira queca fosse filmada e colocada na Internet, ou fosse relatada por uma Maria Madalena qualquer, nas manchetes de toda a imprensa cor-de-rosa: "Ele engravidou-me e abandonou-me."
Faria filmes, lançaria discos de hip hop com o Snoop Dogg e o Dr. Dre. Usaria bling-blings de santinhos de ouro branco e diamantes, pendurados em grandes fios ao pescoço, como os seus colegas de trabalho usam os cifrões. Ou numa versão mais emo, usaria gargantilhas negras e bandoletes de espinhos. Pintaria os olhos de negro e usaria a sua música para expressar toda a dor da raça humana.
Até que, enfim, atingiria a maioridade e tudo mudaria. Cansado de internar a mãe em clínicas de desintoxicação, que por esta altura estaria irreconhecível, devido ao excesso de plásticas. O seu pai, após o divórcio, deixou de dar notícias. Tinha partido numa missão de descoberta pessoal, com uma miúda 30 anos mais nova, que não estava interessada no seu dinheiro, mas sim na sua espiritualidade. Eis, então, que o peso da fama se abateria sobre Jesus. Sozinho, sem poder contar com a família despedaçada, nem com os três Reis Magos, que depressa encontraram outra criança para o seu Truman Show, vê nas drogas uma fuga para os seus problemas.
Jesus não teria retratos seus, em casa, não teria vídeos caseiros, nem precisaria. A sua vida fora meticulosamente exposta nos jornais, nas revistas, na televisão. Qualquer pessoa entrevistada, no meio da rua, saberia melhor de qualquer pormenor da sua vida do que ele, que sempre viveu alienado da realidade a que havia sido submetido, desde o momento do seu nascimento, o ano zero, o ano em que tudo mudou, o ano em que passámos a ser marionetas de uma audiência voraz.
Para ele, o ano zero seria este, o ano da descoberta do mundo, como aquela história do príncipe chinês, que sempre vivera entre as paredes do palácio e que, um dia, quis saber como era o mundo. O sofrimento de Jesus dissipou toda a névoa cor-de-rosa que envolvia a sua vida. Conseguiu ver, pela primeira vez, conseguiu sentir. E já que falamos em sentir, verdade seja dita, grande parte do seu sofrimento era infligido pelas drogas, agora que a fase da euforia tinha passado, e que dependia delas para viver.
Entre festas, orgias, álcool e drogas, Jesus tentaria a todo o custo apagar da sua memória o retracto da realidade, mas os media estavam sempre lá, para o contrariar. Insatisfeitos com o caminho que o menino-prodígio tinha tomado, foram os primeiros a crucificá-lo. Jesus não resistiria à pressão e acabaria por ser encontrado, um dia, sozinho no seu apartamento, com o que aparentava ser uma festa de narcóticos, afogado no seu próprio vómito, como acontecera com tantas outras estrelas antes dele.
Teria trinta e poucos anos. Todos se apressariam a dar a sua opinião, aproveitando as luzes da ribalta. Até os Reis Magos voltariam, prometendo restituir a vida de luxo a Maria, caso ela vendesse os direitos da sua vida e do seu falecido filho para uma nova produção hollywoodesca: Jesus, uma estrela cadente. Perpetuando o mito por gerações e gerações, até ao nascimento do próximo messias de Hollywood, claro.

21/12/2010

Contra a violência doméstica. Vamos apoiar?

A partir do momento em que se tornou num crime público, todos nós deveríamos sentir o peso na consciência das mortes das vítimas de maus-tratos. A conivência é o pior inimigo destas mulheres.

Curso intensivo de publicidade e marketing

Estes, ao mesmo tempo que anunciam recompor os estômagos mais frágeis, informam que também têm um serviço de clisteres, para quem sofrer de prisão de ventre, ou, quiçá, avisam logo que comer ali provocará uma diarreia certa.

20/12/2010

É a pronúncia do Norte, os tontos chamam-lhe torpe*

Há daquelas coisas, ou situações, que pensamos que nunca nos vão acontecer, porque só acontecem nos filmes, ou são tão incríveis que são dignas de um filme, ou são o resultado de e-mails encaminhados e reencaminhados acabando por perder a credibilidade.
Mas foi na minha visita ao Parque da Peneda (sei que foi depois do Soajo, deste nome nunca me esquecerei, pois foi aqui que a Vodafone e a Optimus me informaram que me encontrava em Espanha, mas para ser honesta não faço ideia do nome da terriola. São tantos os aglomerados, que o meu amendoim torrado (aka brain) não conseguiu processar todos.) que o meu percurso foi prendado com o seguinte aviso:

É o Português no seu melhor, sem dúvida.

* Pronúncia do Norte, GNR

15/12/2010

Problemas territoriais

Para a Vodafone e para a Optimus, o território nacional para lá do Soajo pertence aos "nuestros hermanos."
Por acaso, as mensagens de roaming que recebi e o indicativo de rede eram só para inglês ver, porque rede a sério não existe. Mas ainda gostava de saber se, caso tivesse efectuado uma chamada, me devolviam o valor do roaming indevido.
Quanto às minhas aventuras na "terra de ninguém" terão de ficar para depois. Muito trabalho, muito trabalho...

11/12/2010

PODRE

Nasce o fruto reluzente,
De aroma agradável
E formas apetitosas,
Que de tão especial
Chega a ser surpreendente.

Colho o fruto nas minhas
Mãos carinhosas.
Lavo-o em água corrente.
Preparo uma dentada,
Cai-me um dente.

Não desisto do fruto:
A polpa é sumarenta,
Suculenta…
Truculenta.
Desfaz-se na minha boca de puto.

A saliva esconde o sabor
Amargo. Não, não sou parvo!
O fruto está podre!
Não desce pela garganta.
Já não tenho vigor.

Cuspo o bocado de fruto
Estragado. Estou esgotado!
Há mais fruta tocada
No cesto. Mas quero-a
Imaculada e sem dor.

Cátia Cavaco, 2010



Porque o fruto podre apodrece o que está ao lado?

O apodrecimento é causado por fungos e bactérias que se encontram principalmente à superfície do fruto. Estes microrganismos entrando na polpa do fruto decompõem a sua estrutura, atacando principalmente os açúcares. As bactérias e os fungos passam rapidamente pelo ar, mas se houver contacto, o processo de decomposição é acelerado. Os frutos maduros são mais vulneráveis ao apodrecimento devido a uma maior concentração de açúcares.

07/12/2010

É pena que isto só tenha passado na RTP2


É ainda mais pena que os nossos Robin Hoods de meia tigela façam o oposto do que deviam, tiram aos pobres para duplicar o rendimento dos ricos, ou acumular, como eles dizem.

05/12/2010

O concerto não foi no Rivoli, mas podia ter sido

Então, na quinta-feira passada fiz aninhos e decidi oferecer-me um bilhete para ver uma das bandas da minha adolescência. Não empenhei um anel de rubi, porque não tinha um e porque o bilhete até era bem barato, mas levei o meu querido ao concerto, apesar de saber que não gostava.
Sinceramente, esperava um desfecho bem mais trágico à la "Paixão" do Rui Veloso, mas o Michael surpreende-me sempre. É certo que é bem mais tolerante do que eu, no que diz respeitos a gostos musicais, mas não deixa de ser um caramelo.
Foi graças à criatividade dos jovens Opus Diabolicum e das versões acústicas dos Moonspell do álbum "Sombra", que tive a oportunidade de mostrar ao meu amantíssimo que o metal e o gótico podem ser para todos. Foi um dos melhores concertos que vi deles e tenho a certeza de que a partir de agora o Michael não volta a pedir para mudar de música, quando eu estiver a matar saudades.












Como devem ter reparado, o vídeo dos Opus não foi gravado em Leiria. O vídeo dos Moonspell foi da autoria do Filipe.

02/12/2010

Eu, que sou uma autoridade no assunto, declaro...

... que os 30 são oficialmente sexy.

Que o diga o Prince, que tinha 34 aninhos, quando fez este vídeo. Quem melhor do que um homem de saltos altos, para falar de sensualidade?

01/12/2010

Can chocolate kill you?

Hell yeah! Há um pouco um After Eight tentou matar-me! Bastard!