28/01/2011

Da justiça

Fiquei absolutamente chocada, quando vi o veredicto daquela gente, que escravizou um rapaz deficiente durante 24 anos.
Realmente, é de saudar que o juiz considere que cem mil euros apagarão da memória tudo o que aquele rapaz sofreu, que lhe poderão providenciar a vida de que foi privado, que o poderão ajudar a reconstruir uma vida e a ter os tratamentos necessários, para, enfim, poder viver como qualquer um de nós, ou melhor. Diria que, após 24 anos de escravatura, este rapaz merece ter uma vida de rei, para o resto da vida. Mas isso sou só eu que tenho uma visão da justiça completamente deturpada.
Agora, o que merece uma grande salva de aplausos é o facto de estes quatros criminosos sádicos terem direito a sair em liberdade. Sim, eu sei, são quatro anos e meio de pena suspensa, ou seja, liberdade. Quatro anos e meio de pena suspensa e uma multa mísera, em troca de 24 anos de uma vida já debilitada.
Certos países são anunciados como paraísos naturais, outros paraísos fiscais, o nosso país é um paraíso criminal.

Vamos ver se tenho tempo de escrever este fim-de-semana sobre o "tal" caso.

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