Está na hora do chazinho, para depois acabar o trabalho, rever, entregar e ir aturar um bando de chatas para o cabeleireiro. Bem, na verdade, nunca fui a este, mas parece que tem mais chatos do que chatas. Ui! Obviamente, não me refiro ao parasita, se bem que o conceito de parasita é relativo, mas estes são trabalhadores, logo não se aplica.
Detesto cabelos compridos, a sério. Quer dizer, até gosto de ver aqueles cabelos esvoaçantes, com aspecto pré-Era-da-tesoura, mas isso não é para mim. Acredito que os homens achem sensual uma grande gadelha, e depois dizem que nós é que temos o síndroma das bonecas. Mas digam-me lá, com toda a sinceridade, há coisa melhor do que um pescocinho ao léu? Bem, para mim não.
Felizmente, sou de uma raça que tem amónio no cabelo. Quer isto dizer que ele cresce e cresce depressa. Muito depressa! Assim posso fazer as avarias que quiser e sei que, passados alguns meses, ele já voltou ao normal. Isto também quer dizer que sempre que me corre qualquer coisa mal, na vida, vingo-me no cabelo. Por isso, lá vou eu a mais um Extreme Makeover. Bem, talvez não tanto, mas será certamente uma mudança. Mudança de que eu preciso desesperadamente, por mil e um motivos, mas, sobretudo, porque não aguento mais este cabelo assassino!
Não sei como sobrevivem as miúdas de cabelo comprido, com aquele risco indefinido à lá francesa, que tanto está na moda (já agora, como é que elas fizeram aquilo? Num ano usava-se o cabelo curto. No outro ano, só vêem miúdas de cabelo comprido, pontas espigadas, que não sabem se hão-de usar risco ao meio, ou risco ao lado. Serão perucas? Ou ficaram escondidas em casa, até lhes crescer o cabelo?!), mas o meu, que nem a meio do caminho vai (quer dizer, é capaz de ir, molhado já passa dos ombros), tenta matar-me todas as noites. Eu bem tento usar os truques de o puxar para cima, mas a meio da noite, acordo com ele enrolado ao pescoço e na cara, a tentar sufocar-me. O cabrão! Também não creio que dormir com ele atado fosse a melhor solução para domar os caracóis assassinos. Pelo menos, devia acordar com um penteado muito original...
Enfim, está decidido. Hoje, por volta das 14 horas, vou fazer, certamente, transpirar uma cabeleireira. Sim, é o que acontece sempre. Elas começam animadas e, passado algum tempo, começam a bufar, a passar a mão na testa e a dizer que tenho muito cabelo. Mais um motivo para mandar umas tesouradas neste polvo de caracóis. Só espero que me levem o cabelo, mas deixem ficar o couro.
9 comentários:
Argh, acredita! Pela 1.ª vez, tenho o cabelo tão comprido. Sempre tive o cabelo curto (and I do mean curto!), tirando uma ou outra incursão pelo tamanho pelos ombros na adolescência.
Não sei mesmo como fazem para dormir com isto. Porque se ponho um elástico, parte o cabelo; se não ponho, são umas comichões e uns calores a meio da noite...
Quero ter o cabelo bem comprido durante uns anos, até ficar com demasiados brancos para ir arrancando, como faço agora. Depois disso, hello pixie cut!
Querida Helena, espero que essse mudança de look, fique a teu gosto. Agora vamos... sim porque eu também vou agora ;)
Querida MJ és tu e eu, fartinhas...
Beijinhos e bom fim-de-semana :)
Rachelet, arrancas os cabelos brancos? És doida?
Bom fim-de-semana, Manuela!
O meu cabelo é quase preto e liso. Um cabelo espetado branco e ondulado vê-se a milhas.
E como não tenho ainda muitos, vou arrancando à medida que aparecem.
Dizem que arrancar faz aparecer mais. :)
Mitos. Também dizem que lavar o cabelo com frequência apodrece a raiz e que quando se está com o período não se deve lavar a cabeça.
É pá... Isso são mitos porcalhões! :)
Tiveste mais coragem do que eu...que como bem sabes, há anos não tinha o cabelo tão comprido. E como tu, quando quero mudar alguma coisa, a primeira coisa que me vem à cabeça é mesmo cortar o cabelo - chegando a fazer até uns incessantes estudos de mercado. lololol E, não sei, porquê também quase me benzo em silêncio quando vou a uma cabeleireira com o meu estudo de mercado...porque normalmente sai sempre um pouco ao lado...e depois é ver-me em casa, em frente ao espelho, tentar remediar o que já não se pode remediar!
Eu bem que disse à cabeleireira que o cabelo era para cortar curto um pouco abaixo das orelhas...e ela olha bem para mim, através do espelho, arregalando bem os olhos e pergunta umas quantas vezes sem conta se tenho mesmo a certeza. Eu penso e penso e lá me lembro que em Madrid faz muito frio e nem gorros me salvam. Entao, pronto, que se lixe, corta-se um bocado, faz-se isto e aquilo e para lá para a Primavera é que vai de vez.
Tal como tu, já não suporto cabelo comprido, é precisa muita paciência para usar cabeleiras assim. Devem ser os que dão menos trabalho de pentear, mas muitos já morreram à conta de se enfiarem debaixo das alças das malas; quando está vento são tudo menos práticos, gasto o dobro do amaciador, e para dormir é um nico d'obra; no Verão são a coisa mais desagradável que há - o Verão passado andou literalmente todos os dias apanhado e até a este último corte era praticamente dia sim dia sim andar de carrapito no ar (as minhas orelhas é que não gostavam muito...)
Bem, pelo menos, cortaste. A partir desta experiência não te volto a incitar a cortar o cabelo... Deixa-o crescer!
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