08/02/2011

Empresários à portuguesa


Eu não diria melhor.

6 comentários:

folha seca disse...

Cara Helena
O seu comentário sobre os hamburguers nas "crónicas do Rochedo" recordou-me uma sobre "cachorros" deixei-a lá.
Em tudo na vida, não há regra sem excepção. Espero que perceba a intenção.
Tambem espero que esteja melhor.
Cumprimentos

L.O.L. disse...

O pior é que esses mesmos empresários estão a afundar-se cada vez mais devido à falta de vontade e receio em evoluir. Eles próprios estão a cavar a própria sepultura.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Obrigado pela referência, Helena

Helena disse...

Folha Seca, claro que tenho consciência de que existem excepções, aqui mesmo na nossa zona. O problema é que para o país avançar, as excepções deveriam ser estes empresários à portuguesa que o Carlos tão bem descreve.
Quanto à sua história, ou estória (eu continuo a preferir distingui-las com minúscula ou maiúscula), o que se passa com os nossos empresários é precisamente o contrário. E digo isto com conhecimento de causa, por causa das empresas onde trabalhei e por causa da ligação que os meus pais têm com o sector vidreiro.
Com certeza que já deve ter ouvido falar naquela associação de empresas vidreiras que promoveu a criacção de uma empresa da marca do nosso vidro, a MGlass. Posso afiançar-lhe que o motivo da falência dessa empresa não foi a crise. Foi a ganância. Porque perante o aumento de encomendas de todo o mundo, sendo os principais mercados alvo o Japão e os EUA, o empresário português decidiu não apostar na melhoria da qualidade do seu produto, muito pelo contrário. Pensaram como poderiam meter mais dinheiro ao bolso. Então começaram a comprar materiais de qualidade inferior. Começaram a enviar artigos com defeito. Os artigos começaram a ser devolvidos. Quanto aos milhões e milhões recebidos dos fundos da UE, todos serviram para encher os bolsos de administradores e mais um ou outro que fugiram. Resultado, as encomendas pararam. Não havia dinheiro para fazer face às despesas, pois tinha sido gasto em casarões ou estava escondido numa conta no estrangeiro, a empresa faliu. Atrás dela faliram as empresas que se tinham unido para formar esta marca, sendo o último escandaloso encerramento o da Jasmim. Penso que só sobrevive uma, até quando não sei.

LOL, e o problema é que se afundam a eles e a nós todos...

De nada, Carlos.

folha seca disse...

Helena
O tecido empresarial Português e tão diversificado e variado que dificilmente o conseguiríamos discutir aqui. Naturalmente que aquilo que cita é verdade. Eu podia-lhe citar casos concretos que também são verdade e por aí fora. A minha única intenção foi chamar a atenção para a generalização que do post transparecia.
Cumprimentos

Helena disse...

Eu percebi. :)