Dá-se recompensa a quem encontrar as escritoras deste blogue.
A Cátia já sabemos que é uma mulher muito ocupada e parece que eu também me ando a render às evidências. Tenho tanta coisa para escrever aqui, tudo guardado em pastas, nos diferentes compartimentos do cérebro. O facto é que não tenho tido muito tempo. E o tempo que tenho, preciso mesmo de passar afastada do PC!
Prometo voltar, assim que puder, com qualquer coisa de jeito, ao invés de mensagens do tipo: "Estou viva!"
Uma boa semana a todos e que o sol perdure. :)
28/02/2011
26/02/2011
Começar os dias com humildade
Obrigada, queridos cãezinhos, por me deixarem apanhar o vosso cocó.
24/02/2011
Querido, matei o rato
Confesso que sou uma péssima entidade patronal. Exijo demais dos meus companheiros de trabalho. São horas e horas a fio e deveria compreender que eles também precisam de descanso. Mas se eu o faço, por que raio não o poderão fazer também?
O malandro do rato já andava com umas reivindicações parvas há dois ou três dias. Ora trabalhava, ora fazia greve. Esta manhã decidiu fazer um bloqueio total. Tentei negociar, dei-lhe várias hipóteses. Até lhe dei a oportunidade de escolher uma entrada USB mais do seu agrado e o gajo nada. Ele queria descanso, mas não podia ser. Eu precisava de entregar um trabalho e, para isso, a função dele era fundamental, ou talvez nem tanto... Foi nessa constatação que decidi romper com o contrato de trabalho e mandá-lo delicadamente em direcção à porta. Quer dizer, neste caso, foi em direcção à janela.
Obviamente que não esperava um fim tão aparatoso. Não era a minha intenção magoá-lo, mas o bicho desfez-se em mil pedaços. É o que dá contratar plástico chinês, é mais frágil.
Cheia de remorsos, recolhi os restos mortais da cena infame num saquinho transparente e mandei uma mensagem ao Michael, a avisá-lo do crime cometido. Pode ser que, mais tarde, queira executar uma cirurgia ou aproveitar alguns dos seus órgãos para doar a um semelhante.
Entretanto, como a vida não pára, recorri de imediato a um conterrâneo seu, porque para o patronato nada é insubstituível e a linha de produção já voltou à normalidade.
23/02/2011
Política investir e destruir
Ainda não consigo acreditar que vão mesmo encerrar o Crisform.
Vamos esquecer o número de pessoas que vão ficar desamparadas. Vamos esquecer que a MG vai ficar sem o melhor e mais importante centro de formação. Vamos esquecer que graças a este centro os mais jovens podiam conhecer e aprender a arte do vidro manual. Vamos esquecer que era um importante centro de formações RVCC, independentemente do mérito que queiramos atribuir a esses canudos. Vamos esquecer que estes tipos de formações são fundamentais para a auto-estima de quem está desempregado. Vamos esquecer o investimento de 3 milhões que foi feito lá. Vamos esquecer as condições espantosas do edifício. Vamos esquecer tudo isso, porque nada importa.
O que importa é que neste momento há que apresentar trabalho feito e aquele edifício imponente nada mais será do que um monte de escombros na pilha de vítimas desta política. Não importa reestruturar, definir estratégias, tentar optimizar. É mais fácil destruir e varrer o investimento e o trabalho de anos para baixo de tapete.
18/02/2011
Ai chega, chega, chega, chega, chega a minha agulha, Afasta, afasta afasta, afasta o meu dedal
Este fim-de-semana, a outra vem visitar-me. A outra, aquela que é prendada. Aquela que dizem cozinhar bem, porque não vêm a tempo de ver a cozinha cheia de fumo, ou o pirex partido no chão. Aquela autodidacta que tem jeito para a costura e faz fatos de Carnaval giros.
Sei que o movimento "detesto o Carnaval" ganha cada vez mais adeptos, mas eu mantenho-me fiel à folia. Não há coisa melhor do que isso. Guardo sempre boas recordações do Carnaval e, mais importante, guardo os fatos feitos por mim, com muito amor, carinho e alguma paciência.
A verdade é que detesto costurar. A minha mãe pergunta-me sempre porque gasto dinheiro ao mandar arranjar isto ou aquilo, ou fazer uma bainha, se eu o sei fazer. Mmmmm... Deixa cá pensar... Porque detesto! Mas para o Carnaval abro a excepção. Dá-me um certo gozo o desafio de fazer, por exemplo, o rabo de uma abelha, ou as orelhas de um rato (sim, eu sei que vais ler isto e não me esqueço que perdeste a minha linda peruca de rato numa poça de vomitado. Ratazana, traidora! :-p), ou a capa da Milady , ou os efeitos rasgados do vestido da Noiva Cadáver (até tinha uma lagartixa artesanal na peruca, cortesia da minha querida Tânia). Coisas que se vendem, até a preços irrisórios, mas que eu prefiro fazer, como a minha linda pala de pirata do ano passado, as asas e o arco do Cupido e por aí a fora.
Não importa se o fato ficou mal cortado, se lhe falta uma bainha, ou se tem linhas caídas. É Carnaval, ninguém leva a mal. Além disso é meu e é único. É a minha criação e a minha herança.
Este ano, o tema volta ao reino animal. Vou aproveitar o fim-de-semana cinzento, para dar uso ao dedal e ao pedal. Se tudo correr bem, e a máquina não encravar, a família terá toda direito a fato, incluindo os caninos. Prometo deixar-vos aqui algumas fotos, mas só no Carnaval.
14/02/2011
Dia da parvalheira
Eles começam a correria às floristas, à procura de um ramo que expresse o seu amor pela cara-metade, ao gosto da florista, claro está, e enquanto lhes lançam um olhar de flirt por entre as geribérias, queixam-se aos outros camaradas que são machos de mais para se prestar a estas coisas afectivas, mas têm de o fazer senão elas moem-lhes a cabeça.Elas, por seu turno, pensam em jantares à luz das velas, com comida de inferior qualidade, mas mais cara, porque certamente terá lá qualquer coisa que aluda a um coração. Também oferecem massagens, viagens, boxers aos corações e, na versão mais infantil, peluchezinhos "I love you".
Passam o dia e a noite com os olhos postos nos outros, naquilo que fazem ou recebem, para perceberem onde falharam e como poderão fazer melhor para o ano seguinte.
Amanhã, tudo voltará ao normal. Já se esqueceram de como dizer "amo-te" e de que o amor não pode ser calendarizado e comercializado. Não vem em jantates, em peluches, ou ramos de flores. Não vem em bombons, pulseiras, brincos ou perfumes. Vem nos olhares e nos gestos de cumplicidade do dia-a-dia, que devemos celebrar sempre e não porque todos os outros o fazem.
13/02/2011
Sabes que tens de comunicar mais com outras pessoas, quando:
Alguém te tenta virar, porque precisa de ver as tuas costas, e tu interpretas mal o movimento e lhe dás um aperto de mão.
God! Só eu...
God! Só eu...
11/02/2011
Contra o Racismo, Cidadania Multicultural
Your car is German. Your vodka is Russian. Your pizza is Italian. Your kebab is Turkish. Your democracy is Greek. Your coffee is Brazilian. Your movies are American. Your tea is Tamil. Your shirt is Indian. Your oil is Saudi Arabian. Your electronics are Chinese. Your numbers are Arabic, your letters Latin. And you complain that your neighbor is an immigrant?
Pull yourself together! Copy if you're against racism!
O teu carro é Alemão. O teu vodka é Russo. A tua pizza é Italiana. O teu kebab é Turco. A tua democracia é Grega. O teu café é Brasileiro. Os teus filmes são Americanos. O teu chá é Tamil. A tua t-shirt é Indiana. A tua gasolina é Saudita. A tua electrónica é Chinesa. Os teus números são Árabes, as tuas letras, Latinas. E tu queixas-te do teu vizinho ser imigrante?
Toma juízo e junta-te a nós. Copia se és contra o racismo!
Via A Nossa Candeia.
E assim ela veio, anunciada pelo vento, com o seu manto negro, roubar o sol da minha vida e os planos que tinha para ele. Leva a esperança e as promessas e deixa a tristeza em pingos soturnos e gélidos.
10/02/2011
Apenas um dia, não como tantos outros
Há dias em que me apetece fugir. Nuns dias luto contra tudo e todos, noutros luto contra mim mesma.
08/02/2011
07/02/2011
Matrimónio engripado
Tenho a certeza de que, quando assinei o contrato, não li nenhuma cláusula sobre trocas de vírus de gripe. Portanto, tenho a dizer-te, querido Michael, que este teu comportamento é abusivo. Não te esqueças de que nos casámos pelo civil, logo não houve aquela treta da saúde e da doença. Por isso, trata de deixar os vírus onde os apanhas, que eu não sou uma incubadora de germes da ranhoca, que, por esta altura, já tomaram conta do meu cérebro, barricaram as saídas nasais e parecem estar a travar uma luta intensiva nos meus tímpanos, não sei com quem.
05/02/2011
Resolução de fim-de-semana
Hoje, o sol inspirou-me a fazer absolutamente nada! Bem, não é bem assim. Primeiro tenho de pôr a roupa a lavar, senão entretanto chega ao tecto, e depois então vou trabalhar para uma tez mais coradinha. Vou estender-me nalgum sítio à beira da praia, ou talvez mesmo na areia e respirar o ar puro. Parece-me um bom plano.
Fica aqui uma musiquinha para o fim-de-semana:
E acabei de entrar em pânico. O meu precioso CD do Jeff desapareceu. F....
04/02/2011
Finalmente chegou
Chegou o fim-de-semana, após uma semana desgraçada. As formiguinhas trabalhadoras têm um cantinho especial no céu, não têm?
Bem, se o Sócrates* já lá estiver (se bem que desconfio que ele vai pagar a uma empresa qualquer para o congelar, até encontrarem a cura para aquilo que ele tem. Não que exista cura para a avareza, mas vá-se lá saber) e eu tiver de me declarar formiguinha independente, provavelmente, com tanta taxa e imposto, acabo por ficar com saldo comportamental negativo e acabo no quinto dos infernos.
Até lá, é melhor aproveitar o pouco descanso que tenho. Bom fim-de-semana!
* Quem fala em Sócrates, fala naquela corja toda que está no poder, nos amiguinhos empreendedores e nos investidores do dinheiro dos contribuintes. É que hoje estou numa de generalizações.
02/02/2011
Ainda ninguém descobriu uma utilização para a ranhoca?
É que tenho montes dela para dar, ou para vender, porque com a crise o melhor é aproveitar todas as oportunidades de negócio.
01/02/2011
Que parvos que somos
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!
E fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Deolinda, Parva que Sou
Sei que isto já passou por quase todos os blogues e por todos os perfis do Facebook, mas nunca será demais repetir o quanto somos parvos. Ou não somos?
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!
E fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Deolinda, Parva que Sou
Sei que isto já passou por quase todos os blogues e por todos os perfis do Facebook, mas nunca será demais repetir o quanto somos parvos. Ou não somos?
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