27/06/2011

E depois de Roma veio Madrid

Onde quer que eu vá, ela está lá.

Palacio de Cibeles
Confessem, já tinham saudades do emplastro.

Puerta de Alcalá

Parque de el Retiro
Deve ser muito chato não ter praia.


Monumento Alfonso XII
Encontrar um oásis gigantesco como este, no meio de uma cidade imensa, é maravilhoso.


Palacio de Velázquez

Palacio de Cristal del Retiro

Cipres dos los pantanos

Aqui, sim, fazia um calor desgraçado. Ao contrário do que uma certa menina me fez crer, estava um calor esquisito em Madrid, daquele com ventos do Pólo Norte.

E ainda aumentei o peso da bagagem com alguns livritos, para ver se este Espanhol desenferruja.

O tão esperado Museo del Prado. Mais à frente explico porquê.

Mercado de San Miguel

Sonho que, em vez de ser deixada ao abandono, a Fábrica da Resinagem da minha terra seja aproveitada para fazer um mercado como este, aliando o tradicional ao internacional, aliciando turismo e revigorando aquele centro fantasma.

Mirando dos pasteles de "natia", como diria o Sr. Engº. Sócrates. 

Lembram-se disto? Encher a boca de Gorilas proporcionou-me momentos estupidamente felizes, na infância.

Combinação perfeita: queijo malcheiroso, que vai demorar uma década ou mais a sair das ancas, e vinho tinto.

Plaza Mayor

 O famoso bocadillo de calamares.

Puerta del Sol




Em busca de um substituto do casaco que ficou em Roma.

Cinco andares de Desigual. Imagino que seja uma perdição para as betas.

Plaza de España
Aí está o emplastro numa fonte.


Templo de Debob

Cúpula neobizantina da iglesia de Santa Teresa y San José.

Palacio Real

Ora é claro que alguma coisa tinha de estar em obras.

Eu vi a luz.

Catedral de la Almudena vista do lado que não está em obras.

Plaza de la Villa

Museo Reina Sofia

Obra de Yayoi Kusama, ou "como um gambuzino se sente numa rave de pirilampos."

E foi assim, muito resumidamente, a minha visita de quase três dias à capital dos nuestros hermanos. É quase um pecado dizer isto, com os sentidos ainda inebriados com a beleza de Roma, mas o facto é que gostei muito de Madrid. Poderia viver lá, se estivesse mais perto do mar.
Infelizmente, não tivemos tempo para ver muita coisa e o peso que Roma nos deixou nas pernas foi um motivo para preguiçar. Os jardins são bonitos, os monumentos também, mas acho que é mais o buliço que encanta. Isso e os museus. E os sinais sonoros dos semáforos, que parecem pintainhos a piar.
Poder ver, ao vivo e a cores, monumentos ou outras obras que outrora estudei é uma grande emoção. Por isso, gostei muito de ir ao Museu Rainha Sofia. Poder ver Guernica a tão curta distância é indescritível. Nunca pensei que fosse tão grande e este sentimento foi comum a quase todas as obras que queria ver.
Ir ao Prado foi verdadeiramente comovente, para mim. "Mas aquilo quase só tem pinturas renascentistas", dizem vocês em tom de indignação, por esta tosca não ter sabido aproveitar a modernidade de Madrid.
Já escrevi aqui várias vezes que sou uma grande aselha no que toca a interpretar arte contemporânea. Volto a reafirmá-lo. O que não me impede de a apreciar, apesar de fazer observações idiotas. Isso faz parte do meu ser, nem sempre é sinal de ignorância.
Também não sou perita em Arte de outras épocas, mas desde que estudei Pintura Espanhola, numa disciplina, desenvolvi algum fascínio por aquilo. Eu e a pintura fizemos um clique, como costumam dizer. Por isso, insisti em correr o Prado de lés a lés e homenagear as obras que me valeram um 19. Teria acampado na sala de exposição das Pinturas Negras de Goya, se não me tivessem expulsado, porque o museu ia fechar. (pausa para ir ao dicionário de sinónimos) Fascinante, deslumbrante, encantador, hipnótico, assombroso, divino, estupendo, excelso, extraordinário, inimitável, perfeito, prodigioso, singular, transcendental. Sim, era isso que queria dizer e algo mais que não vem no dicionário. Percebem?
Posso dizer que vim mais rica destas viagens. Todas as viagens enriquecem, sejam as viagens físicas, ou as da alma. “Viajar! Perder países! Ser outro constantemente, por a alma não ter raízes de viver de ver somente!”, como diz Pessoa. Mais do que viagens geográficas, foram viagens temporais. Pude ver, sentir, respirar História.
Gostava que essa História permanecesse intacta, para que as gerações vindouras pudessem usufruir dela. Mas também senti que o Homem não é merecedor de tal honra. Foram inúmeras as vezes que vi pessoas usarem flashes onde não deviam, onde não podiam. Pergunto-me se será pura ignorância, ou se acham que o flash deles é especial e não terá efeitos nocivos nas pinturas. O mesmo serve para as pessoas que têm de pôr o dedinho… Parece que as coisas só se tornam reais, se lhes mexerem. Ou então, acham que só o dedo deles poderá confirmar se estão perante as obras originais. Acho ridículo, desrespeitoso, indigno. Enfureci-me várias vezes em Roma, tendo sido o pior episódio na Capela Sistina, quando um senhor decidiu usar a unha para ver se estava perante uma pintura ou um cortinado mágico, sei lá. Em Madrid, fiquei doente com o chinoca que pôs o dedo numa pintura do Goya (Dos mujeres y un hombre). Felizmente, a mulher deu-lhe uma estalada na mão, porque eu já tinha os meus maços recém-comprados a jeito.
Pergunto-me durante quanto tempo poderemos continuar a usufruir da herança cultural dos nossos antepassados. Pergunto-me se merecemos ter acesso a estas coisas, ou se as devíamos ver apenas em livros, como cenários de histórias de ficção das quais só seremos protagonistas em sonhos.
Dou por mim a desejar que as teorias da conspiração sejam verdadeiras e que as obras massacradas, pelo turismo insaciável, sejam meras réplicas. Enquanto os originais descansam numa cave de uma maçonaria qualquer, com luz e ar controlados, para a assegurar a sua longevidade.

24/06/2011

Bom fim-de-semana!

Onde andam o corações moles de Lisboa? Por favor, ajudem...

Tive acesso a esta informação num grupo do facebook. É inadmissível.

"ANIMAIS PRESENTES NO CANIL DE LISBOA - IRÃO TODOS SER ABATIDOS NA PRÓXIMA 2ª FEIRA - NÃO HÁ FOTOS APENAS DESCRIÇÕES - PF PARTILHEM Fiz hoje mais uma visita ao canil de Lisboa, na esperança que possam ajudar-me a encontrar solução para alguns dos animais... que passo a descrever: Canil 1 (Ala Fechada) - Box 10 - rafeirinha muito pequenina pelo raso (toda enroladinha em pânico) - Box 12 - rafeirinha irmã da box 10 (Ambas entregues pelo dono, deverão ter cerca de 3/4 Kgs, havia uma terceira que o tratador já não conseguiu identificar) - Box 17 - caniche macho pequenito (treme e abana a cauda ao mesmo tempo) - Box 20 - Serra da Estrela (mal cabe na Box) o pelo em péssimo estado já não parece ser novo pelo que a probablidade de ser abatido é muito grande.. - Box 16 - Parece um Yorkshire (cores) tem o tamanho de um caniche. - Box 13 - Rafeiro beje, muito simpático porte médio/grande, Jovem - Box 19 - Rafeirinho porte pequeno/médio (encostado à parede) treme muito. - Box 39 - Tipo caniche (cinza e creme) parece um Bobtail em miniatura) - Box 59 - Boxer macho adulto.. - Box 62 - cadela cinzenta muito simpática. (pequena) - Box 24 - Cão peludo (pelo encaracolado) creme, porte médio. Ala Fechada (Boxes Laterais) - Box 2 - peludo (pelo comprido) cor cinza - Box 5 - Cão branco porte pequeno/médio (muito engraçado) - Box 7 - Cão porte muito pequeno (pelo comprido -preto/castano e branco) lindo e cheio de medo. Canil 3 Caniche, cães jovens 3/4 meses, mãmã porte médio com 8 bébés (os bébés pareceram-me com pouca mobildade, não sei se efeitos do calor, mas estavam muito molengões) Soubemos que estão mais ninhadas no canil para adopção. Estes cães continuam numa verdadeira imundice...a quantidade de diarreias e de mosquitos que pairam dentro do canil 1 é impressionante!!! O canil 3 também não tem melhoras...estavam todos sujos. Associações...., amigas dos animais....., p.f. não FIQUEM INDIFERENTES...."

22/06/2011

Não me qualifico para aicmofóbica, mas ando lá perto

É muito raro deslocar-me ao médico. Quando vou, é porque é, supostamente, grave. Por isso lá vai ela para as zonas onde há mais probabilidades de contrair doenças manhosas e onde a simpatia das funcionárias está sempre no seu melhor. Já não basta as pessoas sentirem que estão com um pé para a cova, ainda tem de aturar gente que olha para elas, como se dissesse: "Já lá devias estar! Pelo menos, não me chateavas!" Eu sei... Eu sei que é muito mais giro estar num sítio onde os doentes não vos possam ver, à conversa com os seguranças, médicos e enfermeiros. Peço desculpa por agonizar de vez em quando e vos retirar desse animado convívio.
Durante a tortuosa espera, vê-se de tudo. Sobretudo, gente a fingir que está doente, para conseguir um papelinho para não ir trabalhar (isto é visível quando as pessoas se dirigem quase a correr para o consultório, mas saem de lá sempre coxas. Ainda bem que nunca apanhei um médico bruto desses!). Mas as pessoas que mais gosto de ver, são aquelas que falam muito alto, como se a espera das urgências fosse um café, e depois ficam a olhar em seu redor à espera de reacções ou de alguém que apoie a sua miserável condição de bimbo, ou bimba. Pensando bem, se calhar pensam que é um palco e que estão a desempenhar um papel, num espectáculo humorístico qualquer com o Bruno Nogueira.
Enfim, aquela voz metálica chama-me. Inicio a minha corrida de glória e faço uma prece desajeitada para que não me calhe aquele médico que me ia matando, quando era garota e tinha o apêndice a rebentar, e ele insistia em mandar-me para casa, porque era só uma dorzita de barriga.
Prece atendida, calha-me um médico que, pelo sorriso maroto, deve ter achado algum encanto no meu ar moribundo. "Então, o que é que se passa?", diz ele. E eu: "Ai, soutor. Tenho uma dor aqui." Apalpa daqui, apalpa dali, porque ser médico tem as suas vantagens. Vai-se a ver e era a desgraçada da coluna.
Fiquei logo nervosa (parecia adivinhar o meu destino) e comecei a verborreia. "Aqui de lado? Pensei que era o rim e que estava a morrer." O médico sorriu, explicou-me que é muito fácil ficarmos entrevados desta maneira, mesmo estando sempre ao computador, e tranquilizou-me: "Ainda não é desta." E depois matou-me: "Vai levar uma injecção." (cliquem aqui, para ver a reacção)
Não percebo qual é a cena das injecções. É muito raro deslocar-me a uma urgência e não levar uma injecção de cavalo (com o cavalo não me refiro à substância, que certamente será uma droga dura, mas ao tamanho da dita, i.e., gigantic). As outras pessoas levam comprimidos em forma de torpedos e que dificilmente passam pela garganta abaixo, outras levam xaropes com sabor a fruta podre, mas eu não, eu tenho de levar injecções. Será o tamanho do meu rabo, que impulsiona tais decisões? É que não parece haver uma ligação lógica, entre os casos em que me aguardou tal sina.
Da última vez, há já alguns anos, deu-me chilique qualquer e eu não conseguia respirar. "Ai é? Então, toma lá uma injecção de cavalo, antes de fazeres os exames, só para tornamos a tua estadia mais agradável." De facto, não me chateei com o facto de ter passado o dia inteiro a fazer exames e de me terem levado para salas erradas, para me dizerem, no final do dia, para tentar não me enervar. Qual enervar, qual quê? Minutos depois de ter levado a injecção, fiz o check-in no Hotel Califórnia e por lá fiquei o dia todo.
E porque é que as injecções têm de ser no rabo? Não podem ser no braço, ou noutro sítio qualquer? O rabo tem alguma ligação privilegiada com o cérebro? A sério, não percebo.
Lá me encaminhei à sala das picas, o médico certificou-se de que eu não fugia, balbuciou qualquer coisa que parecia Russo ou Chinês e deixou-me entregue às mãos vis de um enfermeiro. Não bastava a pouca dignidade da posição de levar a injecção, ainda tinha de ser um gajo! Ainda tentei meter conversa, empatar com a minha verborreia. Afinal de contas, o jovem ia ver-me rabo, acho que no mínimo devíamos conhecer-nos. Mas ele não estava para lá virado e quando se virou, vi o tamanho da seringa e começou a fita.
Não pensem que foi um momento dramático, até porque eu não conseguia parar de rir, mesmo cheia de dores e com a iminência de espetarem uma coisa de metal de 10 cm no meu delicado traseiro. Quando estou nervosa, sou assim. O rapaz deve ter pensado que eu era louca. Ainda o estava a tentar empatar, quando senti algo gelado a invadir a minha nádega, ao que reagi com um guincho e um salto, dignos de uma miúda de 3 anos (eu sei, eu sei... shame on me! Mas ele podia ter avisado, caramba!).
Depois, veio o ataque da moda: "Isso que tem nas costas deve ter doído bem mais. Nessa altura, não teve medo da seringa." Então, eu passo a explicar, porque só quem não sabe do que fala é que diz estas barbaridades. Sim, as tatuagens são feitas com agulhas. Mas, ao contrário do que possam imaginar. A tinta não é injectada 10 cm abaixo da nossa pele. As tatuagens são feitas com pistolas, que têm uma agulha que mexe ininterruptamente, de forma a entranhar a tinta algures entre as camadas de pele. Ou seja, falamos em coisa de milímetros, ou menos. Além do que a agulha não se vê, ó tanso! "Ai, é?", diz ele. Ora toma lá! "Vá, esteja quieta..."
E assim, também eu saí do consultório a coxear e, possivelmente, mais vermelha do que um tomate, à medida que fui tomando consciência da figura triste que tinha acabado de fazer. Mas não há nada a fazer, quanto aos traumas de infância, que só eu e o meu rabo entendemos. Uma seringa será sempre um objecto maligno. Como diz o ditado: "Quem tem cu, tem medo." e eu tenho medo de seringas.

20/06/2011

...



«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»


José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III

À descoberta de Roma (4)

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O quinto dia resumiu-se a despedidas, fazer malas, correrias para apanhar o comboio, mas ainda deu tempo para dar um saltinho à Bocca della Veritá. Eu até gostava de vos mostrar a fotita, em que eu tenho um momento à Hepburn (Roman Holiday), mas o sacana do tritão fechou a boca e a fotografia ficou muito má. Não... pronto. Na verdade, foi pior do que isso. Não sei como, apaguei as fotografias desse dia. Só se salvou esta da igreja Santa Maria in Cosmedin. Mas fear not, porque, num momento de iluminação divina, lembrei-me de passar as fotografias para o computador de uma amiga, em Madrid, e no fim-de-semana já as terei na minha posse.
Quanto a Roma, em jeito de conclusão, gostei. Difícil seria não gostar de uma cidade que nos presenteia com pura beleza a cada virar da esquina. Onde quer que fosse, sentia-me pequena. Pequena ao nível de uma formiga. Aqui percebi o motivo da ostentação da Igreja Católica, que sempre critiquei e continuo a criticar, mas isso é outra discussão. É fácil entender a razão daqueles edifícios monumentais, erguidos à custa de tanto suor e sangue, os adornamentos, o ouro, porque é difícil imaginar que tudo aquilo tenha sido talhado pela mão humana. As igrejas e as basílicas exalam uma opulência capaz de fazer estremecer qualquer crente e deixar de boca aberta os não-crentes.
Ficou muito por ver, apesar de termos feito uma verdadeira maratona. Não esperava ter conseguido ver tanto e também não vale a pena mostrar as fotografias todas, porque são centenas e, tanto vocês como eu, temos mais que fazer. Acho que podia passar lá um ano e, mesmo assim, não conseguiria ver tudo.
Claro que para passar lá um ano, teria de estar completamente louca! A cidade merece a reputação que tem, tanto a má, como a boa. O trânsito é de loucos. Lembro-me de, à entrada do Vaticano, um senhor forçar a sua passagem na via. Vou explicar melhor. Eu atravessei a estrada, na passadeira, apesar dos avanços constantes desse senhor, no seu veículo, atrás de mim vinham umas freiras, que tiveram de dar um passo atrás, para não serem levadas à frente. Explico ainda melhor, o senhor era padre... Deve ser o stress urbano.
Contornar rotundas? Isso é para os fracos! Os valentes italianos fazem-se à estrada, como os seus antepassados se faziam à espada e lança dos adversários, na conquista de novos territórios para o império. No primeiro dia, estive bastante tempo sentada na fonte da Piazza della Republica, só a apreciar a sua destemida condução. Deve ser mais emocionante do que ver um espectáculo de gladiadores.
Ainda assim, o trânsito caótico, não impede os condutores mais atrevidos de lançar olhares demorados a qualquer coisa que se pareça com um decote. Italianos atrevidos! Até no Vaticano! Parece impossível!...
Outro pormenor da cidade, menos favorável, são os cheiros e a sujidade. É certo que era bem pior na zona onde estávamos alojados e já sabíamos que a zona de Termini seria assim, mas quem faz férias low cost não se pode dar a grande luxos. O B&B era limpinho e isso é que vale. Além disso, tínhamos uma localização formidável, para apanhar qualquer transporte que precisássemos. Por isso, era só conter a respiração desde a saída da estação, até ao B&B, para não inalar o cheiro de urina e vomitado, e tentar não pisar ratazanas.
Mas o grande problema, mesmo, foi a quantidade de gente, que encontrávamos onde quer que fossemos. Muita gente, muitos emplastros. E talvez por isso a disposição dos italianos não fosse a melhor. Encontrámos alguns genuinamente simpáticos, mas a maioria era rabugenta, maldisposta e mal-educada. A minha recordação de Roma será eternamente: "Chisecake isa chisecake! You don't knó chisecake?" (espero que tenham percebido que tentei imitar a pronúncia do tipo).
Ainda assim, Roma vale a pena. Não se pede perfeição. Em todos os cantos, tropeçamos em beleza, em História, em tentativas de igualar o divino. Poderemos exigir muito mais?

16/06/2011

À descoberta de Roma (3)

Foto: euzinha
Ora aqui está ele, durante o dia. Só faltaram mesmo os gladiadores, porque gente transpirada havia de sobra!

Foto: euzinha

Foto: Michael
Sabem que isto de ser emplastro, requer algum talento. Colocarmo-nos estrategicamente num sítio que destrua por completo a vista e fazer cara de otários não é assim tão fácil como parece. Talvez seja uma profissão de futuro...

Foto: euzinha

Foto: euzinha
Isto já é algures no Fórum Romano.

Foto: euzinha
Como podem ver, visitar o Fórum implica comer muito pó... e uma insolação, mesmo que tenham posto protector 50.

Foto: euzinha
Para não variar, o belo do monumento fechado para obras. Nunca falha.

Foto: euzinha
Mais Fórum... e esta foi a minha parte favorita, porque dá para perceber a grandiosidade que tudo aquilo deveria ter, no auge dos senhores das togas.

Foto: euzinha

Foto: euzinha

Foto: euzinha

Foto: euzinha
Agora, tal como os totós que dizem ter visto um milgare em Fátima, eu posso dizer que fui abençoada por ser de luz na Basilica di Santa Maria Maggiore. Esta basílica é simplesmente impressionante.

Foto: euzinha
 Mis compañeras, em plena prece pelos pés cansaços.