29/07/2011

Novidades do reino canino


Olá, fieis leitores da desnaturada da minha súbdita.
Por aqui vai-se andando como a lesma, já que tenho os movimentos condicionados pelas dores da cirurgia. Ainda estou um pouco endrominada pelas drogas e a minha súbdita desconfia que também estou a fazer um pouco de manha, já que consegui tirar o colar durante a noite.
Como forma de castigo, resolvi ignorá-la. Não lhe posso dar muita confiança após aquela ameaça de abandono. Não percebo por que raio me deixou com as batas brancas, para me ir buscar ao final do dia. Será que roí algo que não devia? Seja como for, fiquei muito amuada com o castigo. Ainda por cima, vim com uma marca na barriga que me dói e as minha patas de trás também não estão muito boas. Já para não falar na depilação, que parece ter sido feita com um corta-relvas!
Agora anda aqui de volta de mim, feita uma barata tonta. Pensa que a promoção de princesa a rainha me fará mudar de ideias. Bem, confesso que quando ela me trouxe um bocadinho daquela chicha, que o meu dono come no pão, eu cedi. Mas foi uma vez sem exemplo! Até porque a carne devia estar estragada. Primeiro, sabia muito bem, mas depois senti uma coisa amarga lá dentro. Não gostei nada. Vou aproveitar para fazer dieta. Não posso engordar. A bata branca diz que os meus 34 quilos são perfeitos, mas que sou muito gordinha por dentro. Devia estar a querer dizer que tenho celulite, a gaja!
Bem, pessoal, vou dormir uma sesta. Está muito calor e eu sinto-me muito cansada. Depois dou notícias, se me apetecer. Ainda tenho de descobrir o que fizeram ao meu namorado. Será que o levaram para casa dos meus avós? Infiéis! Traidores! Quando é para guardar a casa, deixam-no cá. Agora, que precisava tanto que ele me lambesse a barriga, para aliviar a comichão, levam-no de férias! Estes humanos andam muito mal ensinados. Assim que ficar melhor, trato disso.

A vossa rainha (se forem da zona centro), Matilde.

28/07/2011

Ai o meu coração...

O meu coraçãozinho está feito num nó de tanta preocupação. A Matilde está, neste momento, na mesa de cirurgia, quase, quase a terminar. E por muito que me digam que está a correr tudo bem, de todas as vezes que telefono para lá, não consigo tranquilizar-me.
Não consigo mentalizar-me de que não lhe estamos a fazer uma maldade ao castrá-la. O mais fácil seria deixar a Natureza seguir o seu curso, ainda que isso implicasse ter de arranjar lares responsáveis para dezenas de patudinhos fofos que, provavelmente, acabariam por ficar cá por casa e instalar o caos de vez.
Por outro lado, deixar a Natureza seguir o seu curso, significa muito sofrimento para ela, na recta final da sua vida, doenças horríveis e dolorosas, como aconteceu com a Geisha.
Espero que o recobro da cirurgia seja um mal menor. Agora só consigo pensar na hora de a ir buscar, dar-lhe muitos miminhos e pedir perdão por a ter deixado com aquelas mazonas de bata branca.
Para quem não conhece, esta é a pestinha, a Matilde, Matiude, Matiudosca, Tiudosca, Dosca, Dosquitéia, Dosquinha, Dosquita, Patolina, Patiudinha e Pata Patiude.

Não abandone (2)

Frases marcantes (2)

27/07/2011

Não abandone (1)


Os que costumam ler este blogue já sabem que tenho um grande fascínio pelos animais, sobretudo pelos cães. Já escrevi aqui diversas vezes o quanto é gratificante sentir o amor, o carinho e a dedicação de um animal. Eles dão-nos tudo e nós apenas lhes damos o que conseguimos encaixar nesta vida atarefada. Também já escrevi aqui que gosto mais dos meus cães do que de muitas pessoas, e nem sequer estou a falar da classe política!
Por isso, é sempre com grande espanto que vejo criaturas lindas e meigas abandonadas, por vezes, com requintes de crueldade. Acredito que as pessoas capazes de magoar um animal, ou descartá-lo como lixo, não hesitarão em fazer o mesmo a uma pessoa. Não podemos permitir que milhares de animais sejam sacrificados todos os anos por puro egoísmo e estupidez. Cabe-nos a todos educar crianças e adultos e desenvolver o respeito por todas as espécies.
Assim, e já que é no Verão que os “melhores amigos” se tornam mais dispensáveis, vou aproveitar para divulgar os cartazes da União Zoófila. Todos os animais dos cartazes estão para adopção e podem encontrar muitos mais, infelizmente, no site deles.

26/07/2011

Frases marcantes (1)

Autor: desconhecido. Rapinado de: Google + (quem disse que aquilo não servia para nada ?).

22/07/2011

A praia da minha vida

Fiz-me convidada ao desafio do Carlos, para escrever qualquer coisa sobre a praia da minha vida. A bem dizer, não existe uma praia da minha vida, existem várias. É o que dá viver nesta costa maravilhosa. Assim, podia escrever sobre a praia a que os meus pais me levavam, quando era pequena, de denso areal e mar desenvolto, a Praia Velha. Sobre a praia em que aprendi a nadar, a mais longínqua Foz do Arelho. Sobre a praia em que a Tucha ficava a ladrar ininterruptamente, enquanto eu estava dentro de água (que a sorte a livrasse de molhar as patas!), as Paredes. Sobre a praia que deixei de frequentar durante o dia depois de uma onda me ter libertado da parte de cima do biquíni. Praia essa, também, na qual estive mais vezes à noite do que de dia. Não se ponham com ideias, os bares são mesmo ali. Nada mais natural do que umas cervejas a mais fazerem-nos querer molhar os pés, ou mostrar aos amigos como se faz o pino maluco do Ioga. Estou a falar de S. Pedro de Moel, claro. Já agora, aproveito para pedir às pessoas para deixarem de escrever "Muel", por favor. Também podia escrever sobre a praia dos namorados surfistas, a Nazaré, “Ah mooor, tás por cã?” (giros, giros, giros, giros, giros…). Sobre a praia do topless, a Concha, que desapareceu este ano. Também pode ser a praia da sauna, porque não sopra lá uma brisa sequer. Sobre a praia dos banhos pós-expediente, que tem o mar mais apetecível da zona (quase nos esquecemos de que a temperatura da água gela os ossos), a Polvoeira. Ou sobre a praia onde os cães gostam de passear e arreliar os pescadores e onde trios gay se divertem, escondidos nas dunas imensas, as Pedras Negras.
Se de todas estas praias, tivesse de escolher uma para definir como praia da minha vida, seria muito difícil. De uma maneira, ou de outra, todas elas me marcaram. Ainda assim, há uma mais especial. Talvez por ter sido a primeira praia onde fui. Talvez por ter sido ali que vi o mar, pela primeira vez, o que poderá explicar o meu fascínio por ele, medo e respeito. Talvez seja pelos bons momentos que passei ali, pelas amizades que fiz, pelas conchinhas que apanhei, pelos bichinhos estranhos que vi (juro que uma vez vi lá uma coisa igual a um escorpião, só que era da cor da areia). Mas, apesar de todas estas coisas boas, o que mais me marcou foi o impacto visual.
Chegar à Praia Velha na década de 80, era a mesma coisa que entrar numa favela à beira mar. Fazer aquele caminho ziguezagueado, por entre árvores gigantes e bermas pejadas de pessoas com os seus farnéis de domingo, que deitavam o lixo para o chão e lavavam a louça na ribeira. Chegar à praia, onde se avistavam, de um lado, construções precárias amontoadas, naquilo que viria a descobrir mais tarde serem dunas. Do outro lado, acampamentos grotescos de pessoas que achavam que toda a gente deveria ter direito a um bocado de praia para si.
Hoje, quando penso nisso e passo naqueles sítios, não consigo perceber como aquele espaço conseguia albergar tanta gente. Na altura, lembro-me de sentir alguma estranheza naquilo tudo, talvez por ouvir o meu pai resmungar sempre que passava ali “Estragam tudo! Estragam tudo!”. Ao mesmo tempo sentia algum fascínio. Mal ou bem, aquela gente vivia na praia. Isso era invejável. Claro que este encantamento também se devia ao facto de achar aquela viagem até à praia, no Datsun 100 A do meu velho, com estofos em qualquer coisa a imitar pele, que aquecia com o sol e queimava a pele, uma verdadeira tortura, apesar de se fazer nuns meros 10 ou 15 minutos. Ou seja, o deslumbre da chegada à praia triplicava perante a ansiedade.
Um dia, alguém decidiu que aquilo não podia ser assim. Mandaram demolir as casas e retirar os acampamentos. Durante muito tempo, deixámos de frequentar essa praia. Além do reboliço divertido e poluidor ter desaparecido, a imagem daquela praia gigante e movimentada era triste e desoladora. Além de ser perigoso frequentá-la com todos os destroços deixados para trás e revelados os níveis de poluição da ribeira, que desagua na praia.
Anos passaram, até ter voltado a sentir o chamamento da Praia Velha. Não será uma praia boa, para gosta de estar de papo para o ar. É muito ventosa e é impossível tomar banho naquele mar. Mas é certo que naquele sítio não encontrarão um amontoado de gente e se passarem lá em Setembro já deverá estar deserta, como eu gosto.
Gosto de chegar lá e ver a imensidão da areia, as dunas que recuperaram a forma, a flora que avançou, como que lutando com o mar pela conquista da praia. Batalha impossível de travar, já que o mar todos os anos ganha terreno.
Gosto de sentir o vento na cara, com aqueles pingos de maresia pronunciados, como um aviso do mar “Não te aproximes muito!”, mas como eu sou desafiadora, aproximo. Adoro ver a rebentação selvagem das ondas, naquela praia. Faz sentir-me pequena. Talvez seja porque me deixo ficar imóvel, enquanto as ondas vão e vêm, arrastando a areia debaixo dos meus pés, afundando-me cada vez mais nos seus domínios, como se dissessem: “Agora, és nossa.” Adoro sentir a areia nos meus pés, faz-me cócegas. Em dias mais sensíveis, faço figuras idiotas. Noutros, deixo a areia desempenhar o seu papel, nesta comunhão com a natureza.
Adoro a paz que esta praia me traz. Às vezes, parece querer dizer-nos que nunca se deixará conquistar pelo Homem. É uma praia onde posso esquecer tudo e render-me aos mais puros instintos. Abrir os braços, sentir o vento, respirar profundamente, sentir o calor da areia, ou o gelo da água, e ser, simplesmente, mais um pequeno grão de areia no meio da vastidão que nos envolve.



Todas as fotografias são da Praia Velha, anteriormente publicadas neste post.

20/07/2011

Ora, pois então, é o cabelo!

Como já não falava do meu cabelo há algum tempo, achei que era uma boa forma de introduzir o assunto.
É um facto que a cabeleireira assassina trespassou a minha farta juba, com aquelas navalha e tesouras maléficas, há 7 meses. É um facto que também já tive lhe dar um cortezito, só para o ajeitar. Mas o maior facto de todos é que está a demorar a crescer como nunca, ou talvez seja impressão minha, por ele ter ficado tão curto.
Agora que as pontas passam o queixo, quase cinco centímetros (cinco centímetros é muita coisa em medida de cabelo; da mesma forma que os anos se tornam mais pequenos, quando convertidos a anos de cães, os centímetros crescem consideravelmente, quando falamos em cabelo), ele está ainda mais curto. Porque, na verdade, quanto mais cresce, mais encaracola, e parece estar mais curto do que estava há dois meses.
Ninguém por aí tem uma receita milagrosa para o crescimento rápido do cabelo?.

19/07/2011

18/07/2011

Não desapareci, não morri, só andei um pouco ocupada

Já que o tempo não ajudou, nem um bocadinho, estes diazitos que tirei de férias (hoje faz sol, pois claro...), aproveitei para dar seguimento a alguns projectos, que estavam em lista de espera há bastante tempo.
Assim, tive tempo para pôr o papel de parede no escritório, para desenrolar o poster empoeirado do casamento, que o fotógrafo ofereceu, para pendurar o mapa do mundo, para perder um tempo considerável a olhar para o mapa mundo, para assassinar o meu computador e tentar assassinar o do Michael, quase com sucesso, e voltar a olhar para o mapa do mundo, para conter os nervos, e imaginar mil e uma rotas, que me levassem para longe daqui.
Como ainda não consegui desenvolver a habilidade telepática, terei de gramar mais uma semana atarefada. Resta-me tentar camuflar o meu desprezo por estas maquinetas irritantes, que me irritam ainda mais pelo simples facto de eu depender delas, e esperar que este computador não dê o suspiro final nas minhas mãos. Eu tenho um limite, que está prestes a ser ultrapassado, no que diz respeito à capacidade de suportar o sentimento de perda.

07/07/2011

Agora deu-me para isto

Se repararem, a Matilde veio dizer: "Olá!" E se repararem, também, eu ainda não sei enrolar esta porcaria
e muito menos dobrar os dedos em condições.


Nunca gostei de filmes de porrada. Não há cá Rockys que me encantem, nem Karate Kids, muito menos as bodegas de filmes do Steven Seagal e do Jean-Claude Van Damme (com o devido respeito pelo rabiosque do baixote). Há, no entanto, um filme mais recente que ganhou um lugar especial do meu coraçãozinho, O Panda do Kung-Fu!
O panda é a coisa mais fofinha que existe. Portanto, essa será a primeira característica em comum comigo (cof cof). Além disso temos a óbvia semelhança física, o bom sentido de humor e gostamos muito de ver os outros a fazer exercício físico.
Posto isto, e uma vez que um colega, que é campeão de não-sei-o-quê ou enxerta-com-força, na categoria sou-bué-de-mau, começou a dar aulas de Muay Thai, eu decidi iniciar-me nas artes marciais. Podia ter escolhido uma coisa mais fácil, pois podia, mas nós, os pandas, somos destemidos.
Sempre que for preciso, lá estarei eu para destabilizar as aulas, com piadinhas. Ou a não prestar atenção ao grande mestre, porque estou a discutir as madeixas, ou a cor das unhas de uma colega. Ou a tentar organizar uma visita de estudo à Tailândia. Tudo coisas necessárias para dominar a arte das oito armas.
Por enquanto, a minha maior arma ainda será tentar fazer olhinhos ao oponente, ou desarmá-lo com uma piada e um sorriso nervoso. Não creio ter em mim a ferocidade (ou vontade) necessária para chegar a ser sequer um cinto transparente. Se bem que acho que eles não têm cintos, nesta coisa. Devem contar o mérito pelos ossos partidos.
Agora, as minhas aspirações ficam-se só por tentar não rebolar no chão, agarrada à perna, a choramingar por me ter aleijado no saco; não fazer batotice nos abdominais e nas flexões; esquivar-me às luvas que cheiram a chulé; e tentar superar as dores após os treinos. Quem sabe se um dia chegarei a ser um panda do Muay Thai? Até pode ser que alguém me pague a tal visita de estudo.

05/07/2011

Coisas que só a mim acontecem

Sábado de manhã, fazia eu a lide doméstica que mais detesto (porque o maridão foi chamado de urgência à empresa, senão fazia ele), quando os cães reagiram violentamente ao som da campainha. Como é normal, compensam em barulho e espalhafato, aquilo que têm em palermice.

Desloquei-me vagarosamente até à porta, pedindo para que não fossem aqueles senhores, Testemunhas de Jeová, a quem eu espetei uma seca. Sim, sou doida. Tenho uns dias piores do que outros. Uns dias, as pessoas dizem coisas idiotas e passam-me ao lado. Noutros dias, tenho de as comentar. Anyway, eles acharam que eu precisava de salvação e de uma bíblia e ficaram de voltar. Com sorte, não estarei em casa nesse dia. Eu até gostava de, um dia, ler a bíblia. Why not? Mas ainda não. Além disso temo que me venham, outra vez, com as teorias do: "Então, acha que Deus nos deu estes sentidos só para comer, cheirar, ouvir (...)?" e eu lhes pergunte se acham que Deus nos deu uns órgãos genitais cheios de sensores malucos só para nos reproduzirmos. Não... Não seria capaz. Vai daí... nunca se sabe.
Preces atendidas, não eram os maluquinhos do folheto do apocalipse. Se bem que este tinha uma pinta bem pior. Era o novo assistente de vendas do Círculo de Leitores, que me vinha fazer a entrega do meu último pedido, Vento Suão.
Claro que o senhor não se contentou em dizer o quanto eu sou parecida com o meu pai, nem em receber o valor do livro e ir à vida dele. Não, teve de me massacrar um bocadinho. Porque sou tradutora e porque preciso de um dicionário, apesar de lhe ter dito que tenho vários, em formato de papel e CD, além dos que consulto online. "Ah, mas esses online não lhe dizem o que é um canto!", disse o sabichão. "Ah, não?", respondi eu. Então, lá me perguntou o que é um canto, com um sorriso malicioso como se tivesse a certeza de que eu iria cair na armadilha, e ele teria o seu momento de glória e facturar uma venda. Wrong!
Eu sabia que ele queria que eu dissesse que era uma esquina. Assim o fiz e quando ele começou a afiar as unhas para soltar a ladainha, eu retribuí o sorriso malicioso e terminei a definição. Era óbvio que ele queria fazer um brilharete com as divisões dos poemas dos Lusíadas, mas o meu conhecimento não o travou. O homem gaguejou um pouco, decidiu fingir que não tinha ouvido e trauteou a cantilena toda, feliz da vida.
Fiz-lhe a vontade, ouvi, mas eu não sou conhecida pela virtude da paciência e o sol estava a queimar. Por isso tentei despachá-lo, dizendo que não iria fazer um investimento naquele dicionário por causa do acordo ortográfico. E agora vem o auge da minha história. O senhor sabichão olhou para mim de lado, gaguejou mais um bocadito e saiu-se com esta: "À conta dessa do acordo, vou ficar sem metade do meu subsídio de férias!"
Aproveitei a mão, que me protegia do sol, para a levar à boca, num instinto de me controlar. "Não te rias na cara do homem! Não te rias na cara do homem!", pensei. Acabei por dizer num tom mais seco, para o despachar, que não estava mesmo interessada. Agradeci a visita, despedi-me e apressei-me para dentro de casa, para me deitar no chão e rebolar de tanto rir!
Será que o senhor, que perdeu tempo a decorar que um canto "é o canto do frigorífico que não se consegue limpar" (whatever... se isso o faz feliz), não podia perder um bocadinho de tempo para ler o catálogo, que anda sempre com ele, para não dizer estas barbaridades?
Imagens descaradamente roubadas da net

04/07/2011

Gosto muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito... muito, muito, muito!

Podiam ser uns jovens descendentes de escravos de Luisiana, ou de Mississípi, ou podiam ter tocado num bar clandestino, numa cave algures em Nova Orleães, no século passado. Mas estes The Soaked Lamb são um ensopado de borrego bem à portuguesa e bem actual, com a especial característica de os blues lhe correrem nas veias. E correm mesmo bem! Palavras para quê? O melhor é ouvirem, verem e deixarem-se encantar, como eu deixei.


O que faz este rabo levantar-se do sofá para ir a uma festarola popular?

Antes demais os petiscos, mas desses não há fotografia.
O simples desenrolar das rifas da quermesse.

Os magníficos prémios da quermesse e um ou outro elemento globalizado, aka, caipirinha.

A oportunidade de pisar os pés às minhas amigas...

... e de fazer figuras tristes.

Já tinha dito que os prémios da quermesse eram uma coisa digna de registo?

Agora, se me dão licença, vou passar o resto da semana a recuperar.
O açúcar da caipirinha causou-me uma certa fragilidade estomacal.

01/07/2011

A providência divina tem uma forma muito peculiar de gozar comigo.
Está bem... Eu não vou à praia, mas este arrefecimento súbito não me impedirá de exibir as pernas depiladas, enquanto estudo o "aborto" ortográfico e como uns tremoços!
Um excelente fim-de-semana a todos!