29/08/2011

Aviso para quem visitar a minha casa (estou a pensar seriamente em colocar isto à porta de casa)

1. Seja muito bem-vindo!!

2. Lembre-se de que as minhas cadelas vivem aqui. Você não.

3. Se você não quer pêlos de cão nas suas roupas, fique longe dos móveis e vista uma capa protectora.

4. Sim, os cães têm hábitos desagradáveis. Eu também, assim como você. E daí?!

5. Claro que elas cheiram a cão. Já percebeu como nós, humanos, cheiramos ao final de um dia de trabalho? Coloque-se no lugar de alguém que tem um olfato 2.000 vezes mais sensível que o seu e que mesmo assim sempre o receberá com explosões de carinho no retorno ao lar, mesmo que cheire mal.

6. É da natureza delas tentar cheirá-lo. Por favor, sinta-se à vontade para as cheirar também.

7. Se existisse algum risco das minhas cadelas o morderem, eu não as deixaria aproximarem-se de si. Porém, não posso impedi-las de responder a agressões, as quais podem ocorrer até em pensamento, seja para com elas, seja para comigo a quem devota fidelidade. Os cães percebem, tenha certeza.

8. Você já tentou beijar alguém e recebeu em troca um empurrão? Se um cão tentar lambê-lo é porque aprova a sua presença e quer-lhe demonstrar isso carinhosamente; e lembre-se que os cães não mentem ou fingem.

9. As minhas cadelas recebem os devidos cuidados veterinários, alimentação sadia e cuidados higiênicos. São mais vacinadas e desparasitadas do que a maioria dos humanos. Sua companhia é altamente recomendada pelos médicos, como fonte inesgotável de carinho, estímulo e anti-stress. Lembre-se que a maioria das doenças que contraímos ao longo da vida com certeza são-nos transmitidas por outros humanos.

10. Há diversas situações nas quais os cães são preferíveis a pessoas. Afinal de contas, sempre podemos confiar inteiramente na sua fidelidade e sinceridade. Como disse o Cat Stevens: "I love my dog as much as I love you, but your love may fail, his love will always come true".

11. Para alguns elas são simples cadelas. Para mim são as filhotas que andam de 4 e não falam tão claramente mas se expressam muito bem, e conseguem amar de forma incondicional e sem cobrar absolutamente nada em troca. Eu não tenho problema com nenhum desses pontos. E você?

12. Volte sempre que quiser, pois será bem-vindo! Até pelas minhas cadelas. Elas são mais sensíveis que nós, bastando se aproximar para distinguir com clareza verdadeiros amigos de pessoas falsas.
 
Roubado daqui.

18/08/2011

Tentei matar o blogue, mas não consegui

Infelizmente, o meu desaparecimento não se deve a férias. Aqui, no Inverno na zona centro, o povo continua trabalhador, ao contrário do que um certo director de um certo jornal local quis fazer crer num edital recente. Mas os suicídios de carreira são tema para outra conversa. Aqui fala-se de assassínio blogosférico.
Sabem, os caros leitores, se existe alguma crise dos 30? Se não, acabei de inventar uma. Ando numa crise existencial de tal maneira problemática que sou capaz de questionar o objectivo da existência de um tampão.
Agora a sério. Sempre fui assim, volta e meia tenho vontade de mudar. Desta vez, a vontade é maior do que nunca, acentuada por diversos factores externos. Preciso, quero e vou mudar. É natural que nesta transição fique algo de mim para trás. Num primeiro momento, pensei que o blogue seria o primeiro sacrificado, mas acabei por descobrir que, às vezes, tenho mais vontade de partilhar os meus devaneios com desconhecidos do que fumar um cigarro. E antes escrever do que fumar!
É possível que no decurso desta minha transformação em sei lá o quê, não consiga manter uma actividade blogosférica regular. De qualquer forma, está decidido: não vou matar o blogue.

Into the wild (6)

Vale dos Pirilampos

10/08/2011

Into the wild (4)

Algures a caminho do Vale dos Pirilampos.

Frases marcantes (3)



Vem esta frase mesmo a propósito do meu desamor por este mês que corre. Não tenho nada contra turistas. Acho óptimo que venham estimular a economia e que ofereçam novos horizontes (femininos e masculinos) aos nativos. Também não tenho nada contra os desgraçados que trabalham o ano inteiro nas limpezas ou nas obras (ok, agora estou a ser mazinha) e depois alugam carros melhores do que os patrões, para virem exibir o bom nível de vida que têm. Claro que têm o direito de vir matar saudades dos familiares e de gastar aqui o dinheiro que pouparam o ano inteiro, para doar à santinha da terra.
A bem dizer, a culpa é toda minha que ao fim de quase 31 anos, ainda não aprendi a fazer reservas na despensa para não ter de ir às compras em Agosto. Assim não me irritava com as pessoas que cochicham em Português e berram em Francês (ou num dialecto estranho semelhante). Não me irritava com as prateleiras sempre vazias. E não me irritava com as filas intermináveis, cheias de pessoas que parecem a todo o custo querer descortinar o perfume que estou a usar, ou, como eu costumo dizer, devem querer oferecer-se para pagar a minha conta. Haja paciência!

09/08/2011

Não abandone (3)

 Fiquei contente ao ver que os meus cliques naquele site da Coisas reverteram, de facto, em ajuda aos animais. Penso que muitas vezes as pessoas hesitam em ajudar, porque temem que a ajuda se perca em bolsos alheios. Ainda assim há sempre forma de ajudar, a melhor de todas é não abandonar.

Into the wild (3)

Ainda o Vale da Felícia e com estas minhas fotinhas tenho empatado os meus caríssimos leitores. :)

05/08/2011

As minhas flores


Não sou pessoa que se perca de amores por flores, naqueles raminhos cheios de papel celofane e laçarotes elaborados. Nem tão pouco gosto daquelas flores exóticas (já que insistem em chamar-lhes isso), que mais parecem ter uma boca pronta para nos dar uma mordidela, ou de couves e ananases em ponto pequeno. Não é por serem pequenas que se tornam românticas, temos pena. Uma couve é sempre uma couve.
Tenho uma relação de amor-ódio com as rosas. Cheiram bem, são bonitinhas, apesar de teimarem em vendê-las em botão fechado. São um lugar-comum, uma máscara, uma banalidade. A tirada "rosas para uma rosa" dá direito a um chuto no cu, sem mais nem menos. As rosas são o dia dos namorados, que festeja o amor uma única vez por ano. São o amor que encanta e deslumbra, para mais tarde nos espetar um pico, ou revelar uma abelha no seio do seu doce pólen, pronta para nos ferrar o nariz.
Os meus gostos são tão simples, que até chateiam. Nada de sofisticação, nem elegância. São as flores do campo que mais me agradam. Prefiro mil vezes receber uma papoila, colhida à beira da estrada, uma margarida, ou um malmequer, roubado de um jardim rural, ou uma florzita qualquer, cuja semente foi depositada pelo vento no meio de um relvado municipal, mais ou menos cuidado.
E das flores do campo, o rei é o girassol. "Que raio de gosto!", pensam vocês. Sempre gostei de girassóis. São grandes, alegres! São o sol, a vida. São o verão. São o calor. São as paixões fugazes. Houve já quem me chamasse Girassol, sem saber que se tratava da minha flor favorita. Talvez a minha presença lhe irradiasse luz e alegria, como o girassol (cof cof). Ou talvez tenha levado uma ferroada no nariz.
Não dá para explicar este meu gosto. Vai daí, o amor não se explica, sente-se. Este está-me no sangue, ou não fosse eu uma margarida, por herança da minha avó paterna. Adoro os campos verdejantes, pespontados por estes focos de cor. Adoro que cresçam, teimosamente, onde não devem. Adoro que voltem todos os anos, como quem diz que a persistência é sempre recompensada. Adoro o cheiro que exalam, ainda que isso signifique, volta e meia, uma fuga inesperada a uma abelha. Adoro adorá-las e adoro recebê-las, ao natural, claro está.

03/08/2011

Scarlett O'Hara style

Como podem ver, tenho uma princesa cheia de estilo. Sim, princesa. A Matilde foi despromovida quando a apanhei em pleno salto voador, o que denunciou de imediato a sua manha.
Pela graça dos deuses caninos, já recuperou o apetite voraz e genica não lhe falta, já que apenas admite pôr o funil para a sessão fotográfica (há que mimar os fãs).

01/08/2011

Em dias de neura...



Dá-me para fazer docinhos. Dizem as cobaias que eram de comer e chorar por mais. Não me perguntem como consegui esta proeza. Sou, sempre fui e sempre serei nula no que diz respeito ao fogão, tachos e panelas. Normalmente, as coisas que ficam com bom aspecto são intragáveis. As que ficam com um aspecto desgraçado, que nem pagando as pessoas as comem, até ficam bem apetitosas. Como consegui fazer estes cupcakes, com bom aspecto e deliciosos, não sei, mas confesso que são o doce mais fácil que alguma vez fiz e até se torna divertido fazê-los e enfeitá-los. Ou, então, isso foi só o efeito da neura. Seja como for, o melhor é registar o momento para a posterioridade.

Nota: A querida mãezinha não acreditou que fui eu que os fiz... snif snif